Ex-vice-presidente do Náutico afirma que houve falsidade ideológica em pedido de medida protetiva contra ela
Tatiana Roma participou do Podcast Futebol Diário em meio a denúncias contra a antiga gestão alvirrubra
Publicado: 19/10/2026 às 15:17
Tatiana Roma, ex-vice-presidente do Náutico (Mauricio Ferry/ DP Foto)
A ex-vice-presidente do Náutico, Tatiana Roma, afirmou nesta segunda-feira (19), durante participação no Podcast Futebol Diário, do Diario de Pernambuco, que foi alvo de uma medida protetiva em nome de sua tia.
Segundo a dirigente, o documento apresentava informações incorretas e será contestado pelos meios legais.
“Fizeram uma medida protetiva em nome da minha tia contra mim. Já tenho um auto comprovando, prefiro não dizer aqui [quem fez a medida protetiva]. Isso vai para os meios legais”, declarou.
De acordo com Tatiana, a determinação judicial estabelecia que ela, a mãe e o irmão não poderiam se aproximar da familiar a menos de 300 metros. A ex-dirigente afirmou que a medida teria como consequência o afastamento entre ela e a tia.
“Recebi na minha casa uma medida protetiva dizendo que eu, minha mãe e meu irmão não podíamos chegar a 300 metros da minha tia. Tentaram isolar minha tia de mim”, relatou durante o programa.
Questionamentos sobre o documento
Tatiana Roma também contestou a autenticidade das informações utilizadas no pedido. Segundo ela, o documento não continha a assinatura da tia nem documentos anexados que comprovassem a participação da familiar no procedimento.
“Fizeram em nome dela, isso é falsidade ideológica. Não tem assinatura da minha tia nem documento anexado dela. O telefone que está na denúncia não é o da minha tia. O endereço em que ela mora e o nome da minha mãe estão errados”, afirmou.
Denúncia contra a gestão do Náutico
O episódio ocorre em meio à repercussão de uma denúncia apresentada pelo conselheiro alvirrubro Marcell Gati, que apontou possíveis irregularidades financeiras durante a gestão do presidente Bruno Becker e de Tatiana Roma, então vice-presidente do clube. O caso foi discutido em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo no dia 5 de outubro.
Segundo Gati, a apuração envolve movimentações financeiras em uma conta bancária vinculada à tia de Tatiana, que teria afirmado desconhecer a relação com o Náutico.
O conselheiro também informou que o caso foi encaminhado à delegacia e que a denúncia seria direcionada ao Ministério Público.
Tatiana contesta acusações
Em manifestações anteriores ao Diario de Pernambuco, Tatiana negou irregularidades e classificou o episódio como uma tentativa de atingi-la politicamente, assim como a Bruno Becker.
A ex-vice-presidente também afirmou que estava tranquila em relação às acusações e que havia prestado os esclarecimentos solicitados pelo Conselho Deliberativo.
Na ocasião, Tatiana sustentou que movimentações financeiras envolvendo recursos próprios e o clube não representavam irregularidades. O caso também foi encaminhado à Comissão de Ética do Náutico para análise interna, com previsão de apuração dos fatos e garantia do direito de defesa aos envolvidos.