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Empresas chinesas cancelam contratos com Mbappé após fala sobre Mao Zedong; jogador pede desculpas

Atacante do Real Madrid divulgou comunicado sobre o assunto na manhã desta terça-feira (27)

Por AFP e Estadão Conteúdo

Kylian Mbappé, atacante da França na Copa 2026

As marcas chinesas Dongpeng e Mengniu anunciaram nesta terça-feira (27) a rescisão imediata de todos os seus contratos comerciais e de patrocínio com o jogador de futebol francês do Real Madrid, Kylian Mbappé, depois que o jogador chamou o líder chinês Mao Zedong de "ditador" e fez piada sobre uma montagem fotográfica divulgada nas redes sociais

O incidente teve origem em declarações de Mbappé no programa de entrevistas online The Bridge, quando foi questionado sobre seu "meme" favorito ou aquele que mais o havia feito rir com seu próprio rosto. "Tem muitos. O que mais me fez rir foi um em que colocaram um vídeo de um cara, acho que é um ditador chinês, e colocaram meu rosto nele. Eu uso muito isso com meus amigos online", contou o jogador.

As declarações do jogador provocaram um rápido rompimento por parte de seus parceiros comerciais no país asiático. A empresa de bebidas Dongpeng divulgou um comunicado nas redes sociais anunciando o fim de toda colaboração com efeito imediato, ressaltando que a empresa "se opõe firmemente a qualquer ação que fere o sentimento nacional e mantém uma política de tolerância zero a esse respeito".

Na mesma linha, a empresa de laticínios Mengniu replicou a medida por meio de um comunicado semelhante, no qual encerra seus laços com o atacante. "A Mengniu se opõe firmemente a qualquer declaração ou ação que ofenda os sentimentos do povo chinês e mantém uma política de tolerância zero a esse respeito", afirmou a empresa.

Mbappé pede desculpas por suas palavras sobre Mao

O astro do Real Madrid, disse nesta terça-feira (27) que está "sinceramente arrependido" e apresentou um pedido de "desculpas" por algumas "declarações infelizes" sobre o ex-dirigente Mao Tsé-Tung, que provocaram uma forte reação na China e o cancelamento de patrocínios.

"Apresento minhas desculpas a todos e todas que tenham se sentido ofendidos pelas minhas palavras. Não era, em absoluto, a minha intenção. Tenho profundo respeito pelo povo chinês e por sua história, estou sinceramente arrependido", declarou o jogador nesta terça-feira em um comunicado escrito em francês, inglês e mandarim, enviado à AFP.

O capitão da seleção francesa reagiu assim à divulgação de um vídeo viral em que se refere a Mao Tsé-Tung como "ditador".