Inflação semanal da FGV sobe 0,67% no fim de setembro e supera as projeções
Alta de tomate, batata, energia elétrica e passagem aérea pressionou o índice, que acumula 3,95% em 12 meses; em Recife, preços saíram de queda para alta em um mês
Publicado: 01/10/2026 às 10:42
Na leitura de fechamento, Alimentação e Habitação foram os grupos de maior peso para a alta (DANIEL LEAL / AFP)
A inflação medida pela Fundação Getulio Vargas (FGV) fechou setembro em alta de 0,67%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), divulgado nesta quinta-feira (1º). O número ficou acima do teto das projeções de analistas do mercado financeiro, que iam de 0,55% a 0,61%. Em 12 meses, o índice soma 3,95%. O IPC-S acompanha os preços ao consumidor em sete capitais, entre elas Recife.
Cada resultado é uma média dos preços coletados nas quatro semanas anteriores e, por isso, as leituras mudam de forma gradual. A deste fechamento vem na sequência de alta de 0,52% na quadrissemana anterior.
O índice nacional havia recuado 0,37% no fechamento de agosto, e Recife acompanhou a queda de forma mais intensa. A capital pernambucana ficou em -0,35% no fim de julho e foi a cidade com a maior queda entre as sete em meados de agosto (-0,87%) e fechou o mês em -0,86%. Naquela leitura, a FGV apontou a tarifa de energia elétrica residencial como principal influência na capital, com recuo de 9,38%.
Em setembro, o quadro mudou e Recife passou a 0,18% na primeira quadrissemana, 0,38% na segunda e 0,62% na terceira, a maior aceleração entre as capitais nessa última leitura. No índice nacional, a tarifa de eletricidade residencial aparece agora entre os itens que mais pesam para cima, com alta de 8,76%.
Na leitura de fechamento, alimentação e habitação foram os grupos de maior peso. Alimentação passou de 0,58% para 1%. Habitação, que reúne itens como conta de luz e condomínio, foi de 1,86% para 1,99%.
Entre os itens que mais pressionaram o índice para cima estão:
- tomate, com alta de 29,64%;
- batata-inglesa, com 23,09%;
- tarifa de eletricidade residencial, com 8,76%;
- condomínio residencial, com 2,51%;
- passagem aérea, que saiu de queda de 2,10% para alta de 4,83%.
Entre os que mais puxaram o índice para baixo estão:
- gasolina, com queda de 0,35%;
- automóvel novo, com 0,46%;
- seguro facultativo de veículo, com 2,68%;
- mamão papaya, com 10,55%;
- cinema, com 33,03%.
Quatro dos oito grupos do índice aceleraram: alimentação, habitação, transportes e educação. Leitura e recreação registram queda, mas menor que a da leitura anterior. Três grupos perderam força: saúde e cuidados pessoais (de 0,19% para 0,17%), comunicação (de 0,21% para queda de 0,02%) e despesas diversas (de 1,02% para 0,08%). Vestuário ficou estável, em 0,30%.
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