Copom reduz Selic para 14% ao ano em quarto corte consecutivo dos juros
Decisão unânime do Comitê de Política Monetária reduz a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual; mercado espera nova queda até o fim do ano
Publicado: 05/08/2026 às 20:08
Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (IBCR) foi divulgado nesta sexta-feira (26) (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou, nesta quarta-feira (5), uma nova redução na taxa básica de juros da economia brasileira. Por decisão unânime, o colegiado aprovou um corte de 0,25 ponto percentual, fazendo a Selic recuar de 14,25% para 14% ao ano. A medida representa o quarto ajuste consecutivo de baixa na taxa. As informações são do portal g1.
Ao divulgar a decisão, o Copom destacou que a redução está alinhada ao objetivo de conduzir a inflação para o centro da meta no período considerado pelas autoridades monetárias. No comunicado oficial, o comitê afirmou que "entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego".
O Banco Central ressaltou, porém, que o cenário internacional permanece marcado por incertezas. Entre os fatores de preocupação estão os conflitos no Oriente Médio e as indefinições relacionadas aos rumos da política monetária adotada por países desenvolvidos. De acordo com o Copom, esse cenário demanda uma postura de “cautela” por parte das economias emergentes.
Na avaliação do colegiado, a trajetória dos juros continuará sendo definida conforme a atualização dos dados econômicos e a análise dos riscos que podem afetar o comportamento da inflação: "Em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, o Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta".
Com a nova redução, a Selic atingiu o menor patamar desde março de 2025, voltando ao nível mais baixo registrado em mais de um ano. Apesar do movimento de queda, a taxa real de juros brasileira, calculada após o desconto da inflação esperada para os próximos 12 meses, continua entre as maiores do mundo.
A decisão veio em linha com as expectativas do mercado financeiro. As projeções apontam que a Selic deve terminar 2026 em 13,75% ao ano, cenário que considera a possibilidade de um novo corte de 0,25 ponto percentual na reunião prevista para novembro.