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Dados do Caged apontam Pernambuco na vice-liderança do emprego no Nordeste em maio

Impulsionado pelos setores de Serviços e Indústria, estado gerou 5,8 mil vagas no mês

Diario de Pernambuco

Publicado: 30/06/2026 às 19:55

Entre as capitais do Nordeste, o Recife liderou a geração de emprego em outubro/Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Entre as capitais do Nordeste, o Recife liderou a geração de emprego em outubro (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Nordeste apresentou saldo líquido positivo de 23.351 vagas de trabalho em maio deste ano, registrando 314.518 admissões e 291.167 desligamentos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), analisados pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Pernambuco registrou um saldo positivo de 5.894 vagas de trabalho, ficando em segundo lugar no Nordeste, atrás apenas da Bahia (7.159) e à frente do Ceará (3.421).

Segundo o Governo de Pernambuco, o estado ocupa 6ª colocação nacional na geração de empregos em maio. No acumulado de janeiro a maio de 2026, o estado soma 14.724 vagas formais, ocupando a 3ª posição no Nordeste e a 14ª no ranking nacional.

O setor de Serviços liderou a geração de empregos em maio em Pernambuco, com 3.354 vagas, seguido pela Indústria, que criou 1.513 postos de trabalho, e pela Construção, responsável por 806 novas vagas. O Comércio também apresentou saldo positivo, com 267 empregos.

Segundo a gestão estadual, outro destaque do levantamento foi a geração de empregos entre as mulheres, que corresponderam por 3.192 vagas formais, enquanto os homens registraram saldo de 2.702 empregos

Nordeste

Em todo o Nordeste, os números do Caged mostram, ainda, indicadores positivos nos cinco grandes grupos de atividades econômicas considerados no levantamento. Os setores de Serviços e Construção responderam por quase 76% desse desempenho, somando saldo de 17.729 postos de trabalho.

Segundo a Sudene, o resultado de maio é quase 23% maior do que o valor registrado pelo Nordeste no mês anterior, que foi de 19.027 postos de trabalho. Desde janeiro, a região soma saldo positivo de 94.684, com registros positivos em todos os meses. Os números podem ser conferidos no Data Nordeste de forma detalhada.

Entre os estados nordestinos, oito registraram mais contratações do que desligamentos. Na sequência da Bahia, de Pernambuco e do Ceará, aparecem Paraíba (2.012), Piauí (1.999), Maranhão (1.955), Sergipe (877) e Rio Grande do Norte (109). Apenas Alagoas apresentou saldo negativo, com redução de 75 postos de trabalho.

As mulheres responderam por 56% do saldo da região (13.120). Já considerado o grau de instrução dos trabalhadores, a maioria do saldo líquido (18.754) foi composta de ocupações que exigem nível médio completo.

Setores

De acordo com a Sudene, o setor de Serviços na região registrou o maior número de vagas, com 12.146 postos. Os destaques do segmento foram as atividades ligadas à informação, comunicação e finanças foram destaque, com 6.070 empregos, seguidas por vagas ligadas à administração pública, educação e saúde (4.011). Considerando os números absolutos, Pernambuco (3.354), Bahia (2.828) e Ceará (2.139) registraram os maiores saldos no setor. 

Na Construção o saldo foi de 5.583 postos de trabalho. Os maiores saldos foram registrados na Bahia (2.153), Ceará (1.444), Pernambuco (806) e Maranhão (795). O saldo negativo no setor foi registrado no Rio Grande do Norte (-229) e em Alagoas (-98).

A indústria, com saldo de 2.677, recuperou-se ante o resultado negativo no mês anterior. Pernambuco (1.513) e Bahia (1.195) lideraram a geração de vagas. Em sentido contrário, Ceará (-452) e Maranhão (-353) encerraram o mês com dados negativos.

O comércio registrou um saldo positivo de 2.224 postos de trabalho, com destaque para o Maranhão, liderando com 783 postos, seguido da Paraíba (485) e Ceará (444). No setor, apenas Alagoas teve saldo negativo, com perda de 125 postos de trabalho.

O setor agropecuário também fechou o mês de maio no azul, com superávit de 724 no saldo. O resultado foi impulsionado pela Bahia, que criou 982 vagas, seguida por Piauí (237), Paraíba (135) e Sergipe (63). Em contrapartida, o setor registrou saldo negativo no Rio Grande do Norte (-244), Maranhão (-183), Ceará (-154), Alagoas (-66) e Pernambuco (-46).

 

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