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ENERGIA ELÉTRICA

Mês de junho terá bandeira tarifária amarela, mesmo patamar de maio, define Aneel

A reguladora informou que as condições de geração tiveram uma piora devido à redução das chuvas em todo o país

Estadão Conteúdo

Publicado: 29/05/2026 às 18:29

Interruptor de luz/Fernando Frazão/Agência Brasil

Interruptor de luz (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira, 29, a bandeira tarifária amarela para o mês de junho, mantendo o mesmo patamar verificado em maio. Nesse nível, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

No início deste mês, o acionamento foi feito após o volume de chuvas ficar abaixo da média, com projeções que já apontavam nesse sentido. Agora, a reguladora informou que as condições de geração tiveram uma piora devido à redução das chuvas em todo o país.

A bandeira tarifária em junho poderia ficar em vermelha patamar 1, o que corresponde a um custo adicional de R$ 4,463 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, segundo projeções prévias da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, tendo vista as condições favoráveis à geração de energia no País. A possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

"O anúncio ocorre devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado", disse a Aneel, em nota.

O volume de chuvas em março passado esteve em nível considerado satisfatório. Houve um aumento no volume de chuvas em fevereiro, resultando na elevação do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Em janeiro, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) anunciou um conjunto de ações consideradas preventivas para o atendimento eletroenergético de 2026, tendo em vista os alertas sobre armazenamento de hidrelétricas.

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) - valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

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