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Passagem aérea mais cara: veja impacto do reajuste de mais de 54% no preço querosene de aviação anunciado pela Petrobras

Segundo companhias aéreas, o aumento de US$ 1 por galão no preço do querosene de aviação pode exigir uma alta de cerca de 10% nas tarifas

Diario de Pernambuco

Publicado: 01/04/2026 às 14:17

Avião/Freepik

Avião (Freepik)

Confirmado pela Petrobras, nesta quarta (1º), o aumento de 54,6% no valor do querosene de aviação terá impacto no preço das passagens aéreas.

O reajuste foi autorizado para vigorar nesta quarta em refinarias do país e, segundo a empresa, “reflete a alta do preço do petróleo e de seus derivados no mercado internacional por conta da guerra entre Estados Unidos e Irã.”

Com isso, o combustível passa a custar R$ 5.495,30 o metro cúbico, ou R$ 5,495 por litro. Em março, a estatal já havia elevado o combustível em 9,4%.

A alta do combustível, associada à tensão no Oriente Médio, tem afetado companhias aéreas em diferentes países.

Com custos maiores, as empresas do setor tendem a repassar parte desse impacto para as passagens ou revisar suas projeções financeiras.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou que o reajuste de 54,6% no preço do querosene de aviação (QAV) pode gerar “consequências severas” para o setor.

Segundo a entidade, o novo aumento, somado à alta de 9,4% aplicada desde 1º de março, faz com que o combustível passe a representar 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. Atualmente, esse percentual é de mais de 30%.

"A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo", diz, em nota, a Abear.

De acordo com informações do Portal G1, a Abra, que controla a Gol e a Avianca, informou que a política de reajustes mensais ajuda as companhias aéreas a lidar com as variações de custos ao longo do tempo.

Mesmo assim, empresa pode precisar elevar os preços das passagens sempre que o combustível ficar mais caro.

Segundo a Abra, o aumento de US$ 1 por galão no preço do querosene de aviação pode exigir uma alta de cerca de 10% nas tarifas.

Na semana passada, a Azul informou já tinha anunciado o aumento do preço médio das passagens em mais de 20%, ao longo de três semanas. A empresa também anunciou que pretende limitar o crescimento da operação para lidar com o aumento do combustível.

Entre as medidas previstas está a redução de 1% na oferta de voos domésticos no segundo trimestre.

O querosene de aviação é um dos principais custos das companhias aéreas. No Brasil, ele representa mais de 30% das despesas operacionais do setor. A Petrobras, maior produtora de petróleo do país, responde pela maior parte do refino e pela oferta desse combustível no mercado nacional.

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