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Para tentar conter alta, 32 países decidem liberar 400 milhões de barris de reservas de petróleo

A medida ocorre em meio ao colapso dos fluxos energéticos pelo Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio global da commodity

Estadão Conteúdo

Publicado: 11/03/2026 às 12:55

O Oriente Médio responde por um terço da produção global de petróleo./AFP/ Arquivos

O Oriente Médio responde por um terço da produção global de petróleo. (AFP/ Arquivos)

A Agência Internacional de Energia (AIE) informou nesta quarta-feira, 11, que seus 32 países-membros concordaram de forma unânime em liberar 400 milhões de barris de petróleo de reservas emergenciais para o mercado, em resposta às interrupções de oferta provocadas pela guerra no Oriente Médio. A medida ocorre em meio ao colapso dos fluxos energéticos pelo Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio global da commodity.

Segundo comunicado da entidade, a decisão de adotar a ação coletiva foi tomada após reunião extraordinária, convocada para avaliar as condições do mercado diante do conflito na região. "Os desafios que estamos enfrentando no mercado de petróleo são sem precedentes em escala", afirmou o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol. Ele acrescentou que a resposta também precisou ter magnitude semelhante, destacando que "os mercados de petróleo são globais, portanto a resposta a grandes interrupções também precisa ser global".

Birol alertou que a guerra envolvendo o Irã tem potencial para provocar forte desestabilização no mercado energético.

De acordo com ele, os fluxos de petróleo e gás natural pelo Estreito de Ormuz praticamente cessaram, agravando o choque de oferta.

Em 2025, cerca de 20 milhões de barris por dia de petróleo bruto e derivados passaram pelo Estreito - aproximadamente 25% do comércio marítimo global da commodity. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, os volumes exportados pela rota caíram para menos de 10% dos níveis anteriores, forçando operadores na região a interromper ou reduzir significativamente a produção.

Birol ressaltou, no entanto, que a prioridade deve ser restabelecer o tráfego no Estreito. "Mais importante do que liberar reservas estratégicas é garantir novamente o fluxo de petróleo por Ormuz", declarou.

A AIE informou que os barris serão disponibilizados ao mercado conforme cronogramas definidos por cada país-membro e poderão ser complementados por outras medidas emergenciais.

Atualmente, os membros da agência detêm mais de 1,2 bilhão de barris em estoques estratégicos, além de cerca de 600 milhões mantidos pela indústria sob obrigação governamental. A iniciativa representa a sexta liberação coordenada da história da entidade, criada em 1974.

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