Nenhum dinossauro atingiu as dimensões da baleia-azul, o maior animal da história. O mamífero marinha ainda nada pelos oceanos e pode atingir 30 metros de comprimento, o equivalente a três ônibus escolares, possuindo uma massa corporal que varia entre 180 e 200 toneladas, o peso de cerca de 33 elefantes.
Na água, o tubarão-baleia é o principal concorrente em tamanho: é o maior peixe do mundo. Apesar do nome, não é uma baleia, e o maior exemplar já encontrado chegava a 20 metros, e a espécie pesa, em média, 30 toneladas — muito menos que a baleia-azul.
Baleia-azul supera qualquer dinossauro em tamanho
O tamanho se repete em cada órgão. O coração tem dimensões parecidas com as de um Fusca, e a aorta é larga o suficiente para uma pessoa se arrastar por dentro dela. Os filhotes já nascem com cerca de 7,5 metros e mais de 7 toneladas. Nos primeiros meses, ingerem todos os dias uma quantidade de leite equivalente a uma banheira, em um ritmo de crescimento raro entre os mamíferos.
A dieta que contraria o tamanho do corpo
Apesar do tamanho, a baleia-azul se alimenta de organismos pequenos. A espécie integra o grupo das baleias de barbatana, que têm placas flexíveis de queratina — o mesmo material presente nas unhas humanas — fixadas na mandíbula superior.
Essas estruturas funcionam como um filtro, e a baleia engole grandes volumes de água do mar e depois a expele através das barbatanas, retendo krill e pequenos peixes. Um único indivíduo pode consumir quase 3.600 quilos de krill por dia, e seu estômago comporta até uma tonelada de uma só vez.
Riscos que ainda pesam sobre a espécie
A caça comercial em larga escala durante o século XIX reduziu drasticamente as populações de baleias-azuis, que nunca se recuperaram totalmente. Hoje, colisões com embarcações, aprisionamento em redes de pesca, poluição sonora e química e mudanças climáticas estão entre as principais ameaças à espécie.
O retorno recente de baleias-azuis à costa espanhola dividiu opiniões entre biólogos. Parte deles vê o fenômeno como um possível sinal de alerta relacionado ao aquecimento global, não necessariamente como uma boa notícia para a espécie.
Organizações ambientais têm concentrado esforços na proteção dos chamados corredores azuis, as rotas migratórias mais usadas pelos animais ao redor do planeta. O rastreamento por satélite e a identificação fotográfica são as principais ferramentas para localizar esses trajetos e indicar onde a presença humana representa maior perigo para as baleias.










