Thiago Almada foi anunciado pelo River Plate e explicou nas redes sociais por que escolheu o clube argentino, afastando a possibilidade de defender o Flamengo. Aos 25 anos, o meia revelou que a mudança para Buenos Aires representa a realização de um sonho pessoal ligado à história de sua família na Argentina.
A relação de Almada com o River Plate começou muito antes da negociação. Seu tio mora no país, jogou na equipe reserva do clube e chegou a participar de uma pré-temporada com o elenco profissional.
Durante a infância, Almada visitava o estádio com frequência e era acompanhado pelo tio nos treinos. Na época, ele chegou a ser apresentado aos jogadores do elenco, fortalecendo a ligação com o clube argentino.
Por que o Flamengo desistiu
O Flamengo tinha um acordo com o Atlético de Madrid para viabilizar a transferência de Almada. As conversas, porém, travaram após o jogador pedir 6 milhões de euros, cerca de R$ 35 milhões, líquidos por ano.
O valor representaria mais de R$ 2,9 milhões por mês. Segundo a jornalista Mônica Alves, do Coluna do Fla, a diretoria rubro-negra avaliou que a quantia poderia gerar desequilíbrio no elenco, já que Almada receberia o maior salário do grupo.
Davi Esteves, também do Coluna do Fla, afirmou que o valor pedido estava distante da realidade do futebol brasileiro. O Flamengo ainda buscava controlar os gastos após investir R$ 431,8 milhões em contratações como Lucas Paquetá, Vitão e Andrew no início de 2026.
Acerto com o River Plate
Para contratar Almada, o River Plate desembolsou 20 milhões de euros, segundo a imprensa espanhola. O Atlético de Madrid não divulgou oficialmente o valor. A quantia equivale a aproximadamente R$ 128 milhões, e o contrato do jogador vai até dezembro de 2030.
Ao anunciar a transferência, Almada explicou a escolha pelo clube argentino. “Acho que qualquer garoto sonha em jogar neste clube. Estou realizando um sonho e espero poder trazer muitas alegrias para a torcida.”
Depois de encerrar as conversas com Almada, o Flamengo abriu negociação por Luiz Henrique, do Zenit, da Rússia. O clube russo exigia o pagamento à vista, enquanto o Flamengo buscava parcelar a operação.
Embora o Zenit sinalizasse que aceitaria o parcelamento em três anos, mantinha a exigência sobre o valor total. Diante do impasse, Luiz Eduardo Baptista (BAP) decidiu encerrar as negociações.










