Em Paulínia, no interior paulista, está instalada a unidade que mais produz entre todas as refinarias da Petrobras, respondendo por um quinto do petróleo processado no Brasil. Batizada originalmente de Refinaria do Planalto, a Replan entrou em funcionamento em 2 de fevereiro de 1972, marco que veio mil dias depois do começo da construção, em 1969.
Situada a 118 quilômetros da capital paulista, Paulínia conta com boa conexão a rodovias, ferrovias e terminais aéreos, o que torna mais simples a distribuição do que é produzido na refinaria. Essa estrutura logística ajudou a fazer da refinaria o principal motor econômico da cidade ao longo de décadas.
A capacidade de processamento da planta chega a 69 mil m³ de petróleo diários — cerca de 434 mil barris —, resultando em 24 milhões de litros de derivados produzidos por dia. Do petróleo processado, 80% é de origem nacional, com parcela relevante extraída do pré-sal na Bacia de Santos.
Expansão recente eleva a produção
Uma nova unidade entrou em operação em maio de 2025, com a meta de acrescentar 63 mil barris por dia à capacidade existente. Nos onze primeiros meses de 2025, a refinaria já havia somado 22,1 bilhões de litros em derivados, marca 0,2% acima do total alcançado em todo o ano de 2024.
Com a nova unidade, a capacidade total de produção chegaria a 34 milhões de barris de petróleo por dia.
Diesel mais limpo e combustível de aviação
A Unidade de Hidrotratamento de Diesel converte parte da produção em Diesel S-10, combustível com menor potencial poluente. Até o fim de 2026, a companhia pretende iniciar na unidade a fabricação do SAF, combustível sustentável voltado à aviação.
Além do diesel, o complexo, com 9,1 km², produz gasolina, querosene de aviação, GLP, óleos combustíveis, asfaltos, nafta petroquímica, coque, propeno e enxofre.
Riqueza que sustenta a região
Paulínia ocupa a quarta posição no ranking nacional de PIB per capita. A riqueza gerada pelo refino ao longo de mais de cinco décadas sustenta boa parte da economia local.
Mais da metade da produção (55%) abastece o interior paulista, e o restante segue para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre, o sul de Minas Gerais, o Triângulo Mineiro, Goiás, Brasília e Tocantins.
Com a expansão prevista para os próximos anos, a refinaria de Paulínia deve manter o posto de maior fornecedora de combustíveis do país, mesmo diante da transição para produtos menos poluentes.










