A Amazônia é o habitat de uma das criaturas mais impressionantes do reino animal. A tarântula-golias (Theraphosa blondi), considerada a maior aranha do mundo em massa corporal e envergadura, pode ser encontrada na floresta amazônica brasileira. Segundo o Guinness World Records, a espécie chega a atingir até 30 centímetros de envergadura, medida equivalente a cerca de duas mãos abertas de um adulto.
Além do Brasil, a tarântula-golias também vive em áreas de floresta da Guiana, do Suriname e da Venezuela. As informações sobre a espécie foram reunidas pela Gazeta de São Paulo, com base em dados da Enciclopédia da Vida, plataforma mantida pelo Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsonian.
Maior aranha do mundo
A Theraphosa blondi chama atenção pelo porte. De acordo com a Enciclopédia da Vida, o corpo pode alcançar aproximadamente 13 centímetros de comprimento, enquanto o peso chega a cerca de 175 gramas, tornando a espécie a maior aranha do planeta em massa.
Apesar do apelido de “aranha-comedora-de-pássaros”, aves não fazem parte da dieta habitual do animal. O nome surgiu no século XVIII, depois que a naturalista e ilustradora alemã Maria Sibylla Merian retratou uma aranha capturando um beija-flor em uma de suas obras.
Na natureza, a alimentação é composta principalmente por insetos e pequenos vertebrados, como sapos, lagartos, roedores e outros animais de pequeno porte.
A picada é perigosa?
Embora seja venenosa, a tarântula-golias não é considerada uma ameaça fatal para seres humanos. A picada pode provocar dor intensa, além de sintomas como náusea e suor excessivo, mas os acidentes costumam ocorrer apenas quando o animal se sente acuado ou tenta se defender.
Outro mecanismo de proteção é o lançamento de pelos urticantes presentes no abdômen. Essas pequenas cerdas podem causar irritação na pele, coceira e desconforto respiratório em pessoas mais sensíveis.
Especialistas recomendam que a espécie não seja manipulada. Ao encontrar uma tarântula-golias na natureza, a orientação é manter distância e respeitar seu habitat, evitando qualquer tentativa de captura ou contato direto com o animal.










