O Magazine Luiza registrou prejuízo líquido de R$ 72,5 milhões no segundo trimestre de 2026, piora de 197,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando o resultado negativo foi de R$ 24,4 milhões. No mesmo momento, a Havan acelera a expansão com a inauguração de uma megaloja de R$ 100 milhões em Blumenau, em Santa Catarina, pelo empresário Luciano Hang.
Havan em expansão
A Havan mira 200 unidades ativas até o fim de 2026 e prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão em novas filiais e modernização das lojas existentes. A projeção de faturamento para o ano é de R$ 22 bilhões, acima dos R$ 18,5 bilhões registrados em 2025.
A nova loja de Blumenau foi construída no terreno do antigo Estádio Aderbal Ramos da Silva e exigiu uma adaptação no projeto arquitetônico da rede. Para obter aprovação do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural Edificado, a empresa substituiu a tradicional fachada inspirada na Casa Branca pelo estilo enxaimel, que remete às raízes da colonização alemã na região. A abertura reuniu clientes, políticos e influenciadores no último sábado (9).
Por que o Magalu perdeu
As vendas digitais do Magazine Luiza caíram 11,9% no trimestre. As lojas físicas cresceram 10,3%, mas não compensaram o recuo no e-commerce. As despesas financeiras líquidas chegaram a R$ 572,3 milhões, alta de 15,5%, porque a empresa antecipou recebíveis de parcelas para quitar estoques formados no início do ano, voltados para a Copa do Mundo e para produtos afetados pela escassez de chips.
Para reagir, o Magazine Luiza anunciou parceria de vendas com a Amazon e estuda reformar até 50 lojas físicas no formato Galeria Magalu, modelo que concentra no mesmo espaço marcas do grupo como Netshoes, KaBuM!, Época Cosméticos e Estante Virtual.
O diretor financeiro Roberto Bellissimo afirmou ao portal Money Times que a empresa busca recuperar margem sem depender de corte de juros.










