Em setembro, o Volkswagen T-Cross voltou ao primeiro lugar entre os SUVs mais vendidos no país, somando 5138 unidades emplacadas conforme o balanço mais recente. A margem para o vice-líder foi mínima: o Tera, que também é da Volkswagen, ficou em segundo lugar com 5006 unidades, apenas quatro a menos.
A lista dos cinco modelos mais procurados no mês é completada pelo GWM Haval H6. Ele aparece em terceiro lugar, com 4258 unidades emplacadas. Logo atrás vem o Toyota Yaris Cross com 3851 unidades, e fechando a lista está o Hyundai Creta, que somou 3847 vendas. O resultado do Creta representa queda em relação a agosto, quando o modelo havia alcançado 7.354 emplacamentos.
Os motivos por trás da liderança do T-Cross
O modelo compacto da Volkswagen combina dimensões reduzidas e bom aproveitamento interno. Com 4,21 metros de comprimento, 2,65 metros de entre-eixos e porta-malas de 373 litros, o T-Cross atende famílias que buscam praticidade sem sacrificar a capacidade de carga.
A oferta de motores inclui opções 1.0 turbo flex e 1.4 turbo flex. A versão de entrada recebe motor 1.0 turbo flex com 128 cavalos, enquanto as mais equipadas têm motor 1.4 turbo flex de 150 cavalos.
Em agosto, os preços do automóvel variavam de R$ 119.990 a R$ 193.490. O T-Cross ocupa agora uma faixa que combina preço e tecnologia, embora muitos modelos apresentem acabamento intermediário.
Tera e Creta em busca de diferencial
Desde sua chegada ao mercado, há pouco mais de um ano, o Tera ganhou aceitação entre profissionais autônomos e pequenas empresas que usam o veículo para trabalhar. Com 4,15 metros de comprimento e 2,56 metros de entre-eixos, o subcompacto tem porta-malas de 350 litros e facilita a circulação no trânsito urbano.
O catálogo oferece motor 1.0 aspirado flex de 84 cv na versão de entrada e motor 1.0 turbo flex com 116 ou 128 cv, conforme o acabamento. Em agosto, os preços variavam de R$ 107.190 a R$ 146.190. Entre os equipamentos oferecidos de fábrica estavam sistema de frenagem autônoma, conjunto com seis airbags, alerta de fadiga do motorista, central multimídia com tela de 10,1 polegadas e faróis equipados com luzes diurnas em LED.
O Hyundai Creta, que completará uma década de presença local no próximo ano, continua entre as opções para quem prioriza espaço interno. São 4,33 metros de comprimento e 2,61 metros de distância entre os eixos, número que se traduz num porta-malas de 422 litros, o mais amplo entre os três modelos na liderança, garantindo mais conforto para quem viaja e para a bagagem.
A linha dispõe motor 1.0 turbo flex com 120 cavalos na entrada e 1.6 turbo flex com 176 cavalos no topo, associado a câmbio de dupla embreagem nas configurações superiores. Em agosto, o Creta variou de R$ 119.990 a R$ 206.990.
Marcas asiáticas pressionam o segmento
Fora da tríade de líderes, o avanço das fabricantes chinesas entre os SUVs mais vendidos reforça uma tendência no mercado brasileiro. O BYD Song Pro mantém presença relevante, apesar da queda de 14% em relação ao mês anterior, o que indica demanda sustentada por alternativas de menor custo.
O avanço chinês extrapola o segmento de SUVs. O GWM Haval H6 mantém posição destacada entre as fabricantes asiáticas, enquanto o BYD Dolphin Mini se aproxima do topo da categoria no mercado geral de automóveis. Com isso, cresce a possibilidade de uma fabricante asiática liderar as vendas totais no Brasil por um mês inteiro.
Esse movimento reflete mudanças nas preferências dos compradores brasileiros e abre espaço para empresas internacionais em segmentos dominados por fabricantes tradicionais há décadas.










