Uma gameleira centenária em uma fazenda próxima a Pirenópolis, em Goiás, atrai turistas e pesquisadores há anos. A crença local é que a cavidade natural do tronco esconde joias, moedas e cartas do início do século XX, guardadas ali durante épocas de conflitos e pela passagem de tropeiros pela região. Nenhum artefato foi encontrado oficialmente até hoje. O caso foi documentado pelo jornal Estado de Minas.
A gameleira é uma espécie conhecida pelo desenvolvimento de raízes aéreas, partes da planta que crescem acima do solo, e pela longa vida. Na tradição oral da região, moradores mais antigos afirmam que o vão interno da árvore serviu como esconderijo seguro durante o ciclo do ouro. Sem registros escritos da época, as investigações se baseiam exclusivamente nos relatos recolhidos na comunidade.
Busca inconclusiva
Em 2022, um grupo de pesquisadores tentou mapear o interior do tronco sem perfurar a madeira. A equipe usou ferramentas de varredura de solo na área ao redor da árvore, mas o resultado foi inconclusivo. A alta densidade da vegetação nativa no entorno provocou interferência direta nos equipamentos, impedindo uma leitura clara do fundo da cavidade.
Novas buscas físicas esbarram na legislação ambiental brasileira, que proíbe cortes, escavações profundas e qualquer intervenção que coloque em risco uma planta secular. O mistério, portanto, deve permanecer sem resposta por tempo indeterminado.
Turismo e educação
A história movimenta o turismo local. Guias de Pirenópolis incluem a fazenda em rotas de passeio, apresentando aos visitantes tanto os fatos históricos quanto as versões folclóricas do caso.
Em 2023, estudantes de uma escola do município fizeram uma pesquisa acadêmica sobre a gameleira. O projeto terminou com a publicação de um livro ilustrado reunindo as diferentes versões da lenda coletadas na região, preservando a memória oral da comunidade em formato físico.










