Substância experimental chega dos EUA e é liberada em minutos para Lito Sousa
O ALN-6457, que ainda está em fase pré-clínica e não tem testes formais em humanos, seguiu de helicóptero ao hospital para não diminuir a eficácia
Publicado: 14/09/2026 às 12:35
Aos 59 anos, Lito foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, condição neurológica rara e irreversível (Reprodução/YouTube/@AviõeseMúsicas)
Uma operação conjunta entre a Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável pela fiscalização de medicamentos e alimentos, permitiu a liberação rápida de uma substância experimental destinada ao influenciador Lito Sousa, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob.
O produto, chamado ALN-6457 e fabricado pela farmacêutica americana Regeneron, chegou de Nova York ao Aeroporto de Guarulhos na madrugada de sábado (12) e teve o despacho aduaneiro concluído em poucos minutos, seguindo direto de helicóptero até o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A pressa se justifica porque o potencial terapêutico da substância diminui rapidamente com o passar do tempo.
O ALN-6457 ainda está em fase pré-clínica, sem testes formais em humanos para essa doença. A liberação ocorreu pelo mecanismo de uso compassivo, que permite a pacientes graves, sem outras opções de tratamento, acessar substâncias experimentais mesmo antes da aprovação regulatória. A autorização da Anvisa saiu no dia 4 de setembro, a pedido do Hospital Albert Einstein, responsável pelo acompanhamento médico de Lito.
Segundo Mila Seidl, esposa do influenciador, a família reuniu exames e documentos científicos para embasar o pedido depois de ser recusada em um estudo experimental por falta de vagas. Ela negou publicações que atribuíam a interferência de autoridades ou empresários na obtenção do medicamento, afirmando que o contato com a farmacêutica partiu do casal e que não houve uso de dinheiro público nem campanhas de arrecadação.
Aos 59 anos, Lito foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, condição neurológica rara causada por príons (proteínas que, quando alteradas, destroem progressivamente o tecido cerebral) e sem tratamento capaz de reverter sua evolução. Ele recebeu alta do Einstein em 1º de setembro e segue em cuidados domiciliares com equipe multidisciplinar.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 547 casos confirmados da doença entre 2005 e 2021, com cerca de 90% dos pacientes evoluindo a óbito entre seis meses e um ano após o início dos sintomas.
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