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ALAGOAS

Adolescente é internado por ameaçar psicóloga após entrevista a Felca

O jovem é apontado como admnistrador de um grupo virtual que orquestra atentados contra moradores de rua

Estadão Conteúdo

Publicado: 30/08/2025 às 10:00

Felca fez um vídeo para o se canal criticando a adultização de crianças e adolescentes/Foto: Reprodução

Felca fez um vídeo para o se canal criticando a adultização de crianças e adolescentes (Foto: Reprodução)

A internação provisória de um adolescente morador de Arapiraca foi decretada pela Justiça de Alagoas na quarta-feira, 27. O jovem é acusado de ato infracional análogo ao crime de ameaça cometido contra uma psicóloga que concedeu entrevista ao influenciador Felca.

A internação provisória foi decretada pelo prazo máximo de 45 dias. A Justiça também determinou busca e apreensão na residência do adolescente para que sejam coletados objetos, documentos e outros elementos voltados à elucidação da investigação.

O adolescente é apontado ainda como administrador de um grupo virtual conhecido por orquestrar atentados contra moradores de rua. "Os fatos sob apuração são de extrema gravidade, havendo inclusive indícios de múltiplas vítimas, razão pela qual entende este magistrado que os elementos probatórios até então coligidos são suficientes para justificar, neste momento, o cerceamento da liberdade do adolescente", afirmou o juiz Anderson Passos, titular da 1.ª Vara Cível de Arapiraca.

Segundo o processo, o adolescente estaria envolvido ainda em exploração sexual de menores, promoção de estupro virtual, indução, instigação e auxílio à automutilação, "doxxing" (exposição de dados pessoais de vítimas com o intuito de intimidação e coerção) e apologia ao nazismo.

Após conceder entrevista sobre adultização de crianças, a psicóloga recebeu e-mail com insultos e ameaças de morte. No texto, o adolescente afirmou: "Você mexeu em um ninho de abelhas".

As autoridades policiais chegaram ao jovem após a extração de dados de IMEIs e IPs da rede mundial de computadores. "A medida de internação provisória mostra-se adequada e proporcional para resguardar o bom andamento das investigações e evitar o cometimento de novos atos infracionais", reforçou o juiz.

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