Musical Grease ganha versão pernambucana licenciada pela Broadway e tem estreia no Recife
Versão inédita de"Grease" chega ao Recife com a proposta de imprimir a identidade pernambucana à história de Danny e Sandy
Aclamado mundialmente, o musical “Grease” ganha uma versão inédita que traz o sotaque e a energia pernambucana para reviver o romance de Danny e Sandy.
O espetáculo, produzido pelo Centro de Artes Grupo Vida, conta com licenciamento oficial da Theatrical Rights Worldwide (TRW) e chega ao Recife com uma nova encenação do clássico que conquistou projeção mundial, sobretudo após a adaptação cinematográfica estrelada por John Travolta e Olivia Newton-John, em 1978.
Com ingressos a partir de R$ 60, as apresentações acontecem nesta sexta (23) e sábado (24), às 20h, no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu.
O relacionamento entre Danny e Sandy começa durante as férias de verão, mas ganha novos contornos quando os dois se reencontram na escola, na Califórnia de 1959.
Integrante dos T-Birds, grupo de rapazes que cultiva uma imagem de rebeldia, Danny enfrenta o desafio de conciliar os sentimentos pela jovem com a postura que assume diante dos amigos. Sandy, por sua vez, busca seu espaço ao lado das Pink Ladies, grupo liderado pela irreverente Rizzo.
Antes de chegar às telas, porém, a história nasceu nos palcos, em 1971, criada por Jim Jacobs e Warren Casey, responsáveis pelo texto, pelas músicas e pelas letras originais.
O licenciamento da montagem recifense impõe diretrizes estritas de fidelidade à obra original, desde a tradução do material em inglês até a preservação do perfil dos personagens.
Ainda assim, o diretor artístico Alexandre Guimarães destaca que a identidade pernambucana estará presente no espetáculo. “Busco sempre imprimir um pouco de quem sou e de onde venho nas minhas direções. Por isso, acredito que essa versão será a mais pernambucana em linha reta do mundo”, afirma, em entrevista ao Diario.
A equipe criativa também conta com Jessé Miquéas na direção musical, Talita Carvalho na direção coreográfica e Rita Vieira na direção geral.
Para recriar o universo juvenil que conquistou gerações, a produção dividiu o elenco de 50 artistas em dois grupos. A estratégia foi adotada para dar protagonismo e valorizar quem mais se destacou nas audições.
"Como temos muitos talentos, a escolha acaba sendo difícil. É uma forma de desenvolver nossos artistas e dar oportunidade para que continuem trabalhando. Ter dois elencos em uma superprodução também é um grande diferencial”, comenta Rita Vieira.
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