Exposição sobre o imaginário popular nordestino estreia no Compaz Ariano Suassuna
"Traços da Memória" reúne obras da artista visual Consuelo Figueira, no Compaz Ariano Suassuna, que são inspiradas na cultura popular nordestina
Já olhou para um prato de barro ou uma escultura de papel machê e enxergou ali muito mais do que um objeto? Em sua exposição “Traços da Memória”, a artista visual Consuelo Figueira convida o público a descobrir símbolos da cultura nordestina registrados em diferentes suportes.
Ilustradas à caneta, as obras são fruto de memórias afetivas e vivências pessoais que a artista transforma em imagens inspiradas na gravura popular nordestina.
A exposição será inaugurada nesta terça-feira (7), às 17h, na Galeria Pedra do Reino, situada no Compaz Ariano Suassuna. Depois da abertura, o público poderá visitar a mostra gratuitamente até 17 de agosto, todos os dias, das 9h às 17h.
Os desenhos, sob curadoria de Ana Veloso, recriam símbolos da memória coletiva e da identidade regional que se espelham na trajetória da própria Consuelo. "Sou assumidamente bairrista. Carrego Recife, Pernambuco e o Nordeste como parte de quem sou. Minhas inspirações nascem do lugar onde vivo, da natureza e das lembranças de uma infância e adolescência repletas de experiências emocionais e sensoriais”, explica a artista em entrevista ao Diario.
Terapeuta ocupacional por mais de 30 anos, Consuelo Figueira dedicava os intervalos entre um paciente e outro ao desenho, paixão que cultivava desde a infância.
Após se aposentar, em 2022, decidiu investir na produção artística e estreou no circuito expositivo por meio da mostra coletiva “Elas Pintam o 7”, que reúne o trabalho de artistas mulheres pernambucanas. "Acredito que o tempo interferiu de forma muito positiva, sem dúvida. A arte me proporciona prazer, serenidade, calma e um contato mais profundo comigo mesma”, conta.
Em “Traços da Memória”, ela apresenta 20 quadros e obras decorativas e utilitárias que revelam cenas detalhadas, predominantemente monocromáticas, inspiradas na relação de Consuelo com a cultura popular nordestina, mas que também estão abertas às lembranças e interpretações de quem as observa.
“Procuro não criar expectativas em relação à reação do público. Mas, se alguém encontrar um pouco das próprias memórias nas minhas obras, isso já será muito gratificante”, afirma a artista.
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