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Capivara ao mar: animal flagrado em praia de Olinda escapa nadando de resgate

Especialista em manguezais explica possíveis causas para presença do animal fora de seu habitat e orienta sobre cuidados ao avistá-lo

Por Guto Moraes

Neste domingo (6), um novo vídeo registra a frustrada tentativa de resgate de uma capivara por parte da Polícia Ambiental.

Uma capivara tem chamado a atenção de frequentadores da Praia do Quartel, no bairro de Casa Caiada, em Olinda, no Grande Recife. Imagens começaram a circular nas redes sociais desde a última quarta-feira (2) e exibem o animal silvestre contemplando o mar ou nadando. Neste domingo (6), um novo vídeo registra a frustrada tentativa de resgate da Polícia Ambiental.

No registro, é possível ver dois policiais portando instrumentos de contenção física de animais tentando localizar a capivara, escondida entre os pedregulhos do quebra-mar. Os agentes alcançam a capivara, que consegue se esquivar das investidas e foge, nadando, para o mar.

Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco confirmou, por meio do Batalhão de Polícia Ambiental, que a ocorrência foi atendida. "Não houve sucesso na captura da capivara. Durante a tentativa de contenção com o uso de cambão, como o animal estava em ambiente aberto e não confinado, conseguiu escapar, adentrando ao mar", conclui.

Nas redes, onde os vídeos acumulam milhares de visualizações, "Bixinha deve tá perdida [sic]", comentou uma internauta em uma rede social. "Mds acho q essa é a coitada q a muitos meses tava no canal do bultrins [sic]", afirmou uma segunda. Em outra rede social, um homem brinca: "Acha que é só vocês que podem ir à praia?"

 
 
 
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Longe de casa

Capivaras não são animais de habitat marinho, mas, sim, ligadas a rios, lagoas e áreas alagadas, como manguezais. Para o fundador do Instituto BiomaBrasil, Clemente Coelho Junior, professor de biologia da UPE, o fenômeno é altamente atípico. Especialista em manguezais e doutor em oceanografia, ele concorda com a hipótese de desorientação.

"Certamente ela saiu do lugar onde vivia, talvez não tenha acompanhado o bando e não conseguiu voltar porque o entorno deve ser um tecido urbano mais complexo para atravessar", aponta Coelho Junior. Ele observa também a hipótese de debilidade física do mamífero. "Pode ser um animal que esteja doente também, mais enfraquecido."

O especialista explica a importância de manter distância do animal e acionar os órgãos competentes. Por se tratar de um animal silvestre, existe a possibilidade real de transmissão mútua de patógenos entre humanos e o bicho. Por isso, o ideal é acionar as autoridades ambientais competentes para o resgate do animal.