Turista atingido por onda em Maracaípe evolui em fisioterapia: "já consegue sentar"
Em entrevista ao Diario, a irmã de Filipe afirma que ele segue fazendo fisioterapia em uma clínica localizada no Grande Recife
Filipe de Freitas, turista que perdeu os movimentos após ser atingido por uma onda na Praia de Maracaípe, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, tem apresentado avanços significativos na recuperação dos movimentos.
Em entrevista ao Diario de Pernambuco, a irmã de Filipe, Paula Torres, afirma que ele já consegue mexer os dois braços, sendo o direito ainda o mais afetado, além de realizar movimentos finos com as mãos e os dedos, como o movimento de pinça, algo que ele não conseguia fazer anteriormente.
De acordo com Paula, o irmão segue atualmente um tratamento em que é acoplado a um equipamento suspenso sobre uma esteira para simular a caminhada. A reabilitação é realizada em uma clínica no Grande Recife.
"Ele, que inicialmente precisaria voltar deitado em um avião, agora já consegue sentar na cadeira de rodas e foi liberado pelo médico para voar sentado em um voo comercial", contou. Além disso, a irmã afirmou que o tempo de uso do colar cervical foi reduzido de seis para quatro semanas.
Entenda o caso
No dia 10 de agosto, Filipe de Freitas, morador de Águas Claras (DF), foi atingido por uma forte onda na Praia de Maracaípe.
Após ser socorrido pelo sobrinho e por agentes do Samu, o turista foi levado ao Hospital da Restauração (HR), na área central do Recife, onde exames apontaram um traumatismo raquimedular cervical que provocou a perda dos movimentos dos braços e das pernas.
No dia 14, Filipe passou por uma cirurgia de artrodese nas vértebras C4 e C5 e recebeu alta no dia 17. Apesar da liberação hospitalar, a família precisou permanecer em Pernambuco para o acompanhamento médico e fisioterápico.
A orientação inicial era de pelo menos 45 dias de fisioterapia intensiva e uso contínuo de colar cervical por seis semanas.
Turista for alertado sobre as ondas
Em contato com a reportagem do Diario de Pernambuco, funcionários do bar onde Filipe estava afirmaram ter avisado ao turista sobre o risco do mar no local. Segundo os relatos, um garçom recomendou que ele não entrasse na água devido ao perigo no trecho.
O acidente com Filipe ocorreu quando havia uma bandeira vermelha para alertar os banhistas sobre as condições perigosas do mar.
Vale lembrar que o trecho onde aconteceu o acidente conta diariamente com uma equipe formada por dois bombeiros civis. O serviço começa às 7h30 e segue até as 17h30.