Com dívida de R$ 506 mil, Tatiana Lundgren pode ter herança da família penhorada
O pedido aconteceu no âmbito de um processo que discute a partilha dos bens do empresário Frederico João Lundgren
Tatiana Lundgren Correa de Oliveira, ex-prefeita do município de Conde, na Paraíba, poderá ter sua eventual herança penhorada por determinação da Justiça de Pernambuco. A decisão atende a um pedido de credores para que eventuais valores ou direitos que ela venha a receber de uma futura partilha fiquem sujeitos à penhora até o limite de R$ 506.257,06.
O pedido aconteceu no âmbito de um processo que discute a partilha dos bens do empresário Frederico João Lundgren, antigo proprietário da Companhia de Tecidos Paulista e da Companhia de Tecidos Rio Tinto.
A penhora foi solicitada por Vamberto Pinto Rocha e Bernardo Spíndola Rodrigues, credores de Tatiana em um processo que tramita na 1ª Vara Especializada de Cumprimentos de Sentença e Execuções Extrajudiciais da Comarca de João Pessoa, na Paraíba.
Segundo o juiz Ricardo Guimarães Luiz Ennes, da 1ª Vara Cível da Comarca de Paulista, a chamada “penhora no rosto dos autos” pode ser aplicada quando o devedor possui direito patrimonial que está sendo discutido judicialmente ou depende de futura partilha, como é o caso de Tatiana.
Até o momento, a ex-prefeita não recebeu nenhum valor. Contudo, como coerdeira da família Lundgren, Tatiana terá eventuais créditos ou valores retidos até o limite da dívida, caso venha a ter direito a quantias na futura partilha.
Prisão de Tatiana Lundgren
Filha de Jeranil Lundgren Corrêa de Oliveira e ex-prefeita de Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa, Tatiana Lundgren foi presa em março de 2018, ao lado do ex-procurador da cidade, Francisco Cavalcante Gomes, por fraudes praticadas contra o erário municipal.
A prisão aconteceu durante uma operação conjunta entre Ministério Público da Paraíba (MPPB), Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (GOE).
Segundo a investigação do Gaeco, os denunciados promoveram a desapropriação fraudulenta de terras, no valor de R$ 620 mil. Essa quantia retornava em benefício de Tatiana Lundgren e Francisco Cavalcante através da utilização de outras pessoas.
O Diario de Pernambuco procurou a defesa de Tatiana Lundgren, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria. A matéria será atualizada caso haja algum posicionamento.
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