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Escolas do Recife são premiadas por iniciativas de educação socioambiental e receberão sistemas de energia solar

Três unidades de ensino do Recife foram premiadas pelo projeto da Unicef #EntreNoClima por uma Educação Baseada na Natureza, após professores desenvolverem iniciativas socioambientais em sala de aula e hortas escolares

Por Bartô Leonel

Um dos projetos vencedores é o "Que Horta! Cultivando Saberes e Semeando Histórias", desenvolvido pelo professor Júlio César Saldanha, da Escola Municipal Alto Santa Terezinha.

O desenvolvimento de três iniciativas socioambientais realizadas em sala de aula e hortas escolares fez com que três escolas municipais do Recife fossem premiadas pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Como parte da premiação, as unidades educacionais receberão sistemas de energia solar fotovoltaica.

A cerimônia de premiação, realizada na última semana, em Brasília, faz parte do projeto da Unicef #EntreNoClima por uma Educação Baseada na Natureza, que tem o objetivo de fortalecer práticas pedagógicas voltadas para temas como mudanças climáticas, eficiência energética, gestão sustentável de resíduos e água.

Entre as 12 unidades de ensino premiadas pela Unicef, estão a Escola Municipal de Tempo Integral (EMTI) Reitor João Alfredo, na Ilha do Leite; o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Alcides Tedesco, na Madalena; e a Escola Municipal Alto Santa Terezinha, em Beberibe.

Um dos projetos vencedores é o “Que Horta! Cultivando Saberes e Semeando Histórias”, desenvolvido pelo professor Júlio César Saldanha, da Escola Municipal Alto Santa Terezinha.

Na iniciativa, o professor transformou uma área verde da unidade em um espaço de aprendizagem, envolvendo os estudantes em atividades relacionadas à sustentabilidade, leitura, escrita e cuidado com o ambiente.

“O projeto começou no ano passado, em que transformamos uma área que tinha alguns entulhos de obras em uma horta com boldo, hortelã, amora e plantas mais decorativas. Nesse local revitalizado, eu comecei a fazer atividades de letramento e alfabetização, que relacionavam atividade com os livros e com a horta. Com o tempo, as crianças foram desenvolvendo a oralidade, por meio de contação de histórias, algo que ajudou bastante no início da alfabetização”, explicou Júlio César Saldanha.

O outro projeto premiado foi o “Recife Alerta”, em que o professor Pedro Felipe dos Santos desenvolveu um aplicativo que une tecnologia, educação e estudos sobre os impactos das mudanças climáticas no município.

A terceira iniciativa vencedora do Recife foi o “Raízes e Descobertas: Cheiro, cores e texturas do nosso quintal!”, em que a professora Alexia Maria utilizava os espaços naturais do CMEI Alcides Restelli Tedesco como ambientes de investigação, descobertas e construção de vínculos, fazendo o contato com as árvores, flores, frutas e animais em uma rotina pedagógica.

Preparação para os professores

Além da premiação, que conta com o apoio da Neoenergia e do Instituto Alana, os educadores participarão de um encontro formativo em Brasília, reunindo representantes das iniciativas selecionadas para troca de experiências e ampliação de conhecimentos sobre educação, natureza e sustentabilidade.

“Essa premiação traz uma valorização e o reconhecimento para os projetos realizados pelos professores. Mas o que importa de fato é que elas contribuíram para o desenvolvimento das crianças em todos os aspectos, seja na área cognitiva, oral e socioemocional”, enfatizou Júlio César Saldanha.

Projeto da Unicef

O projeto #EntreNoClima por uma Educação Baseada na Natureza busca identificar e valorizar iniciativas pedagógicas que integrem a educação climática ao cotidiano escolar, trabalhando temas como mudanças climáticas, eficiência energética, gestão de resíduos e água.

Além disso, a iniciativa contempla o desenvolvimento de materiais pedagógicos para bebês, crianças e adolescentes, além de cursos e trilhas formativas destinados a educadores da Educação Infantil, dos Anos Iniciais e dos Anos Finais do Ensino Fundamental.

Na edição deste ano, o projeto recebeu 169 inscrições de escolas públicas do Distrito Federal, Salvador (BA), Recife (PE) e Rio Grande do Norte, sendo 149 iniciativas consideradas elegíveis. Desse quantitativo, 12 escolas foram premiadas.