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Homenagem a Luiz Gonzaga leva cortejo e música ao Recife Antigo

Programação realizada neste domingo (2) marca os 37 anos da morte do Rei do Baião e reúne artistas da cultura popular em homenagem ao músico pernambucano

Por Cadu Silva

Luiz Gonzaga

A música de Luiz Gonzaga vai ecoar pelas ruas do Bairro do Recife neste domingo (2), durante a segunda edição do Tributo ao Rei Luiz Gonzaga. A programação, organizada pelo Movimento de Apoio às Culturas Raízes e aos Artistas Pernambucanos (Rebuliço Cultural), reúne cortejo e apresentações musicais para celebrar a trajetória do artista e defender a valorização do forró tradicional.

As atividades começam às 14h, com concentração no Armazém do Campo, na Rua da Moeda. De lá, artistas, músicos e grupos culturais seguem em cortejo pelas ruas Dona Maria César, Avenida Rio Branco e Rua do Bom Jesus até a Praça do Arsenal, levando sanfonas, zabumbas, dança e manifestações da cultura popular ao público.
No fim da tarde, a programação continua no Bar Teatro Mamulengo, onde mais de 20 artistas e grupos subirão ao palco.

Entre os participantes estão Toinho Vanderlei, Daniel Bento e Trio Pé de Serra, Aécio dos 8 Baixos, Wellington Santeiro, a sanfoneira mirim Luna, de 8 anos, Eliezer Cavalcante, os Bacamarteiros da Sobac, do Cabo de Santo Agostinho, a Banda Luar do Sertão, formada por pessoas cegas, além de outros nomes do forró e da música regional.

A homenagem ocorre na data em que se completam 37 anos da morte de Luiz Gonzaga, falecido em 2 de agosto de 1989. Reconhecido como o Rei do Baião, o cantor e compositor ajudou a transformar ritmos nordestinos em símbolos da música brasileira, levando o baião, o xote e o xaxado para diferentes regiões do país.


Nascido em Exu, no Sertão pernambucano, em 13 de dezembro de 1912, Gonzaga aprendeu a tocar sanfona ainda na infância, influenciado pelo pai, Januário. Ao longo da carreira, construiu um repertório que retrata a vida no sertão, a seca, a migração e as tradições nordestinas. Clássicos como Asa Branca, Xote das Meninas e Súplica Cearense atravessaram gerações e seguem presentes nas festas juninas e no repertório de artistas de todo o Brasil.

A história do músico permanece preservada em Exu, onde o Parque Aza Branca reúne a casa em que viveu, um museu com objetos pessoais, fotografias, instrumentos e documentos, além do mausoléu onde estão sepultados Luiz Gonzaga e sua esposa, Helena. Décadas após a morte de Gonzaga, sua obra continua inspirando novos artistas e mantém viva a identidade cultural do Nordeste.