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Após protestos, Estado diz que pagou auxílio às 3,5 mil famílias cadastradas

Manifestantes cobram pagamento de R$ 2,5 mil do auxílio emergencial às vítimas das fortes chuvas que atingiram locais no Grande Recife e Zona da Mata

Por Elaine Guimarães e Guto Moraes

Andreza Pacheco, secretária de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas

Protestos em diversas localidades marcaram os últimos três dias no Grande Recife. Manifestantes cobram o pagamento de R$ 2,5 mil às vítimas das fortes chuvas que atingiram 27 municípios da Região Metropolitana do Recife e da Zona da Mata do estado. Nesta quinta-feira (9), a Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS) afirmou que todas as 3.500 famílias com direito ao aporte o receberam e atribuiu a insatisfação a cadastros irregulares ou feitos posteriormente pelos municípios.

"Algumas famílias que estão reclamando ou não cumpriam os critérios (para o auxílio), ou chegaram depois. Nós temos ciência desses protestos, mas foram feitos mais cadastros pelos municípios além dos 3.500 previstos inicialmente", justificou a secretária da SAS, Andreza Pacheco, ao recordar que o levantamento inicial foi fruto do diálogo da Defesa Civil com os municípios afetados.

Sem um número concreto de famílias afetadas e com respaldo somente no levantamento preliminar, o governo do estado criou o Auxílio Pernambuco, que captou R$ 8,7 milhões para destinar exclusivamente aos casos que atendem a critérios como renda baixa, inclusão no CadÚnico e comprovação de danos materiais decorrentes das enchentes.

De acordo com a gestão estadual, não há previsão para novos cadastros. A secretária Andreza Pacheco ressalta outras ações que têm sido realizadas pelo governo. “Estamos juntos com as outras frentes. O Auxílio Pernambuco foi uma ação a mais. A Secretaria não trabalha só com o auxílio, mas sim com benefício eventual emergencial, com as cozinhas comunitárias e cozinhas solidárias que receberam o aporte para atender à população.”

A reportagem do Diario procurou a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) para assegurar a posição dos municípios e confirmar o cumprimento dos repasses do benefício eventual emergencial, além pagamentos às famílias cadastradas e da criação de novos cadastros, mas até o momento não obteve resposta.