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Com maioria no Congresso, Flávio Bolsonaro promete "mudar a Constituição" se eleito

Em ato para celebração do apoio de Ronaldo Caiado (PSD), candidato do PL não detalhou mudanças pretendidas

Por Guto Moraes

Eleitores de Flávio comemoram resultado do primeiro turno das eleições gerais

O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que irá “mudar a Constituição” se eleito. A declaração foi feita em ato em Goiânia (GO) nesta terça-feira (6), evento para celebrar o apoio de Ronaldo Caiado, até pouco seu adversário na disputa à Presidência da República pelo PSD.

Com favoritismo atestado após sair à frente do presidente Lula (PT) no domingo (4), o candidato destacou a conquista do seu partido, o PL, que contabilizará o maior número de parlamentares no Congresso Nacional em 2027. “O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje”, comemorou.

“Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara, para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar esse país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição”, defendeu, ao lado do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Flávio não detalhou, no entanto, quais mudanças pretende fazer no texto constitucional ou que propostas seriam apresentadas. Com o apoio de Caiado, falou em “derrotar o PT”.

“Pode contar com nosso apoio, estamos a sua disposição para entrar onde for no nosso país e dizer que o estado brasileiro não se curva ao crime e à bandalheira”, afirmou Caiado.

Congresso Nacional

Com as 19 novas cadeiras conquistadas para o Senado Federal, no domingo (4), e os nove senadores já ocupantes, o PL se consolida como a maior bancada. Ao todo, são 28 representantes do partido na casa legislativa. O cenário se repete na Câmara dos Deputados, onde a legenda garantiu 121 das 513 cadeiras, o que representa 23,6% da casa.

Somam-se ao cálculo senadores eleitos de outros partidos que declararam apoio ao primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro - preso por uma tentativa de golpe de Estado em 2023. O Novo, de Romeu Zema, elegeu três senadores. União Brasil e Progressistas adicionam mais três cada, e o Republicanos, dois. O PSD, de Caiado, elegeu outros dois, mas o partido permite apoio a Lula, compromisso já assumido pelo senador recém-eleito Júlio César, conhecido como "O Julim do Lula".