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Mendonça Filho defende anistia a Jair Bolsonaro: "Julgamento fora do processo legal"

Candidato ao Senado pelo PL, Mendonça Filho comparou julgamento do ex-presidente Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, com o processo de Lula

Por Amauri Lins

Mendonça Filho, candidato ao Senado pelo PL

O candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) defendeu, nesta segunda-feira (31), a anistia a Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado ocorrida no dia 8 de janeiro de 2023.

Em entrevista à Rádio Jornal, o ex-ministro questionou o desenvolvimento do processo legal e se colocou favorável à absolvição dos envolvidos, incluindo o ex-presidente.

“Eu acho que esse julgamento do 8 de janeiro foi completamente enviesado, absolutamente enviesado. Primeiro, com relação a princípios. Por que esse julgamento se deu na última instância, no Supremo Tribunal Federal, da forma que se deu? Eu acho que no regime democrático todos são iguais perante a lei”, argumentou.

Mendonça comparou o caso de Bolsonaro com o processo envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que chegou a ser condenado em 2019 no âmbito da Operação Lava Jato, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou nulo o julgamento em razão da incompetência da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná, para avaliar o caso.

“Você tem dois ex-presidentes da República, julgados de forma diferente. O atual presidente Lula foi julgado e depois o seu julgamento foi anulado pelo Supremo Tribunal Federal, passando pela primeiro instância, ou seja, um juiz federal, e depois foi validada a decisão e referendada pelo Tribunal Regional Federal do Rio Grande do Sul, depois julgado também pelo STJ, com vários recursos apreciados pelo STF. Então ele foi avaliado por todo o Poder Judiciário, no caso de Jair Bolsonaro não. Todo o julgamento se deu em uma turma do STF, nem o Pleno do STF julgou”, disse.

O deputado federal alegou que eventuais excessos deveriam ser apurados, mas discordou do procedimento judicial. “Idosos, pessoas que muitas vezes estavam lá no intuito de protesto, até de baderna, que precisam pagar pelos atos praticados pela depredação do patrimônio público, invasão de prédio público, eu não defendo isso, mas foram julgados absolutamente fora do devido processo legal”, afirmou.