Raquel Lyra e João Campos medem forças em nova pesquisa Datafolha antes das convenções
O Instituto Datafolha divulgará o resultado da nova pesquisa para o Governo de Pernambuco, como também para o Senado e presidência, nesta sexta-feira (31)
Nesta sexta-feira (31), o Instituto Datafolha divulgará o resultado da nova pesquisa para o Governo de Pernambuco, como também a intenção de voto do eleitorado do estado para Senado e Presidência da República. O levantamento, que contou com a participação de 1.022 eleitores por meio de entrevistas presenciais, sai na véspera das convenções partidárias dos dois principais postulantes ao Palácio do Campo das Princesas, Raquel Lyra (PSD) e João Campo (PSB).
Para o mestre em ciência política Álvaro Azevedo Neto, as convenções devem adaptar sua comunicação aos resultados das pesquisas. Contudo, ele salienta que esses dados servem especialmente "para orientar decisões estratégicas da campanha quanto para motivar a militância".
No início desta semana, a pesquisa Genial/Quaest apontou vantagem da governadora Raquel Lyra sobre o ex-prefeito do Recife. Conforme Azevedo, os resultados da Quaest e Datafolha podem apresentar uma pequena variação. "Devemos lembrar que as pesquisas são retratos de um determinado momento no tempo. Então, a diferença de duas semanas, de uma para a outra [pesquisa], poderá indicar algo mais interessante, ou seja, o que mudou de lá para cá", aponta.
Influência na campanha
O levantamento com as intenções de voto pode balizar os rumos das campanhas. Álvaro Azevedo Neto ressalta que, a depender do cenário, o DataFolha pode ser usado para reforçar uma narrativa de fortalecimento político, maior mobilização da militância ou uma postura que minimize o resultado.
"Se o Datafolha mostrar uma variação favorável para um candidato, a campanha dele tenderá a reforçar a narrativa de crescimento, liderança e fortalecimento político, transmitindo confiança e capacidade de ampliação. Enquanto um resultado equilibrado, o foco costuma ser a mobilização da militância, com discursos que enfatizam a importância do engajamento e a ideia de que cada voto pode ser decisivo. Se a pesquisa indicar perda de espaço, a tendência é que a campanha procure minimizar o resultado, enfatizando que a eleição continua aberta, evitando transmitir sinais de crise e reforçando mensagens de reação", explica.
Além disso, para Azevedo, os três indicativos: intenção de voto, rejeição e aprovação são importantes e cumprem funções diferentes. O primeiro indica o tamanho da base eleitoral do candidato, enquanto a rejeição "indica seu potencial de crescimento ou dificuldade para conquistar novos eleitores; e a aprovação de um governo é relevante quando um candidato busca a reeleição ou está fortemente associado à gestão em exercício."
Para ele, as pesquisas eleitorais vão além do termômetro da opinião pública e interferem na percepção coletiva no que se refere à competitividade das candidaturas. "Isso pode influenciar o entusiasmo da militância, a disposição para participar da campanha e até a confiança do eleitor indeciso, razão pela qual a disputa pela interpretação dos resultados costuma ser tão importante quanto os próprios números."