Líderes republicanos se distanciam de Trump enquanto perdem força nas pesquisas para as eleições de meio de mandato
Figuras de destaque do partido, como Greg Abbott e Susan Collins não querem mais vincular sua imagem à do presidente por receio da reprovação no período eleitoral
Figuras de destaque do Partido Republicano, como o governador do Texas, Greg Abbott, ou a senadora do Maine, Susan Collins, estão se distanciando publicamente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto perdem terreno nas pesquisas para as eleições legislativas de novembro, conhecidas como "midterms", que ocorrem na metade do mandato presidencial.
Trump viaja nesta quinta-feira (8), para o Texas, sua próxima parada na turnê de comícios políticos que iniciou sob o lema de que a única maneira de evitar uma possível derrota do partido nas eleições é transformar o pleito em um referendo sobre sua figura. O chefe da Casa Branca adotou essa estratégia ao considerar que nenhum candidato republicano tem, por si só, o impacto necessário para triunfar em suas respectivas eleições.
Diante dessa perspectiva, os líderes republicanos, que estão vendo suas chances de vitória enfraquecerem, decidiram se proteger. Abbott, que neste momento, segundo uma pesquisa publicada neste fim de semana pelo "New York Times", está três pontos atrás de sua rival democrata, Gina Hinojosa, não acompanhará o presidente no comício de quinta-feira (8) em San Antonio devido a "problemas de agenda", segundo seu gabinete.
O governador não quis dar mais importância à sua ausência. "Sempre que Trump aparece em público, a base se anima. Ele faz um bom trabalho ao organizá-la e incentivar a participação eleitoral", acrescentou o governador em declarações ao jornal "Houston Chronicle".
O caso de Collins é ainda mais drástico, tendo em vista a relação fria que ela mantém com o presidente. "Não sou a senadora favorita dele", comentou Collins nesta semana durante um debate com seu adversário, o democrata Troy Jackson, com quem ela está praticamente empatada neste momento, de acordo com uma pesquisa divulgada na terça-feira (7) pela YouGov.
A senadora, de fato, defendeu durante o confronto que o estado havia progredido graças à implementação de políticas distantes da agenda de Trump.
O presidente não se pronunciou sobre essas afronta e preferiu se concentrar em sua estratégia pessoal, que vem adaptando conforme a conveniência, dada a urgência da situação, como demonstra seu apelo no último fim de semana ao voto por correspondência - um mecanismo eleitoral que Trump, historicamente, considera um método projetado especificamente para a fraude.
O Partido Republicano, de qualquer forma, está claramente na defensiva em cinco estados nos quais Trump venceu por uma margem entre 11 e 16 pontos nas eleições presidenciais de 2024, sendo o Kansas a mais recente adição, um estado que Trump venceu por 16 pontos há dois anos e que não elege um senador democrata desde 1932.
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