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Na Alemanha, quase 16 mil mortes foram relacionadas ao calor nos últimos três anos

A marca anterior registrada era de 14 mil mortes, estabelecida na semana passada com dados recolhidos em todo o país até o dia 9 de agosto

Por Isabel Alvarez

Milhões de pessoas na Eureopa enfrentam calor extremo

De acordo com estimativas publicadas nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Robert Koch (RKI), a autoridade de saúde pública da Alemanha, cerca de 15.800 pessoas morreram no país até o dia 16 de agosto devido às ondas de calor, atingindo um novo recorde. As pessoas com 75 anos ou mais foram as mais afetadas pelas altas temperaturas, segundo detalha o relatório do instituto.

A marca anterior registrada era de 14 mil mortes, estabelecida na semana passada com dados recolhidos em todo o país até o dia 9 de agosto.

Segundo o instituto, 9.600 das 15.800 mortes ocorreram durante a semana de calor extremo entre 22 e 28 de junho, quando a Alemanha registrou temperaturas recordes que ultrapassaram os 41 °C em algumas regiões.

Entre o final de julho e meados de agosto, outro período de altas temperaturas, foram registradas aproximadamente 4 mil mortes relacionadas com o calor extremo no país mais populoso da União Europeia, que conta com cerca de 82 milhões de habitantes.

Recorde de mortos em oito anos

O recorde anterior de fatalidades associadas ao calor era de 8.900 mortes, registrado em 2018. O total de óbitos é calculado por meio de métodos estatísticos, comparando a mortalidade verificada durante as semanas de verão com e sem ondas de calor. Esse cálculo indireto é necessário porque o calor raramente consta como causa primária nas certidões de óbito.

As altas temperaturas raramente provocam a morte de forma direta, como ocorre em casos de insolação. Na maioria das vezes, o óbito resulta da combinação do calor intenso com condições pré-existentes, como doenças cardiovasculares, pulmonares ou renais.