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Alemanha, França, Itália e Reino Unido pedem que Israel interrompa expansão de assentamentos na Cisjordânia

Plano E1 do governo de Israel determina anexação do restante do território palestino

AFP

Publicado: 20/08/2026 às 21:26

Cortejo fúnebre do palestino Salim Fuqaha, de 17 anos. Corpo estava retido pelas autoridades israelenses desde  16 de março, na Cisjordânia/Zain Jaafar/AFP

Cortejo fúnebre do palestino Salim Fuqaha, de 17 anos. Corpo estava retido pelas autoridades israelenses desde 16 de março, na Cisjordânia (Zain Jaafar/AFP)

Alemanha, França, Itália e Reino Unido intensificaram nesta quinta-feira (20) a crescente condenação internacional a um projeto de assentamento na Cisjordânia ocupada, após as autoridades israelenses abrirem uma licitação para mais de 1.200 moradias na área.

O plano E1, aprovado pelo governo israelense no ano passado, separaria ainda mais Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel e de maioria palestina, do restante da Cisjordânia.

“Em um momento de grave instabilidade na Cisjordânia, com níveis sem precedentes de violência por parte de colonos contra civis e sérias restrições à economia palestina, esta decisão é ainda mais preocupante”, afirma o comunicado conjunto de Berlim, Paris, Roma e Londres.

O documento insta Israel "a suspender imediatamente esses planos e pôr fim à expansão de seus assentamentos na Cisjordânia". "O direito internacional estabelece claramente que os assentamentos israelenses na Cisjordânia são ilegais", apontam os quatro países.

“Essa é a posição da comunidade internacional, reafirmada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas”, acrescenta o comunicado.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o plano E1 representa uma "ameaça existencial" para a continuidade territorial de um Estado palestino.

O ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévot, classificou as licitações como "inaceitáveis" e disse que o projeto "prejudicaria seriamente a viabilidade da solução de dois Estados".

A condenação ecoou uma declaração do principal diplomata britânico, Ed Miliband, feita na quarta-feira, na qual ele exigiu o fim do projeto e da expansão dos assentamentos na Cisjordânia. Na ocasião, Londres convocou o encarregado de negócios de Israel.

Seu par israelense, Gideon Saar, reagiu nesta quinta-feira: "O povo judeu tem o direito de viver em toda a Terra de Israel, assim como os britânicos têm o direito de viver em Londres e em todo o Reino Unido", escreveu no X.

O plano E1 prevê a construção de cerca de 3.400 residências em uma faixa de terra situada entre Jerusalém e o assentamento israelense de Ma'ale Adumim. A mais recente licitação abrange mais de 1.200 unidades habitacionais, segundo a ONG israelense Peace Now.

No ano passado, França e Reino Unido estiveram entre os 21 países que condenaram a aprovação israelense do E1, por considerá-lo uma violação do direito internacional.

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