O que há de novo sob o capô do 208 Hybrid?
Estética da versão híbrida leve do hatch Peugeot 208 Hybrid é a mesma da GT, que incorporou a nova motorização. A diferença fica por conta do assistente elétrico acoplado ao motor 1.0 turbo T200
A Peugeot seguiu os passos da prima italiana, a Fiat, e colocou no mercado as versões híbridas do hatch 208 e do SUV 2008, aproveitando o intercâmbio de tecnologia entre as marcas do pool automotivo Stellantis.
Adotada na versão esportiva GT do 208, a tecnologia híbrida leve MHEV fez do hatch francês o primeiro da categoria a levantar essa bandeira no mercado brasileiro, embora não se possa considerá-lo como um veículo eletrificado de fato, como são os híbridos e híbridos plug-in. No test drive realizado por DP Auto, o modelo se apresentou com uma proposta que vai ao encontro do projeto de descarbonização das marcas de automóveis da Stellantis.
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Ao volante, as diferenças no funcionamento do conjunto de força passam praticamente imperceptíveis, mas com os instintos mais aguçados é possível perceber uma sutil redução no tempo de resposta do acelerador e um funcionamento mais suave do sistema Strat&Stop - que liga e desliga o motor a combustão em semáforos e condições de trânsito parado.
Sob o capô
O coração do 208 Hybrid é um conjunto que combina um motor 1.0 turbo flex de 130 cavalos e 200 Nm (20,4 kgfm), o T200, com um motor-gerador elétrico acoplado ao virabrequim. Pense nele como um assistente silencioso: não é forte o suficiente para mover o carro sozinho, mas entra em cena nos momentos certos para dar aquele empurrão extra nas saídas e, principalmente, para recuperar energia que seria desperdiçada nas frenagens e desacelerações.
A bateria de íons de lítio é compacta, com 12 volts — bem diferente dos sistemas híbridos “completos” que exigem baterias pesadas e caras. O sistema não precisa de recarga externa e promete uma redução de até 10% no consumo de combustível no trânsito urbano. Completa o conjunto mecânico a transmissão automática CVT de sete marchas.
Tecnologia embarcada
Três recursos merecem destaque no sistema híbrido do 208, e todos funcionam sem a necessidade de ação humana.
O Advanced Start & Stop é, como o nome já diz, a evolução do sistema convencional que conhecemos. Aqui, o motor é religado de forma quase imperceptível, sem o solavanco típico dos sistemas tradicionais.
Na sequência temos o e-Braking, responsável por capturar a energia cinética durante as frenagens e convertê-la em eletricidade. Por fim, temos o e-Coasting, que faz algo semelhante, só que nas desacelerações quando você tira o pé do acelerador e deixa o carro rolar.