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Empate inédito: 'O Agente Secreto' e 'Manas' dividem Prêmio Grande Otelo de Melhor Longa de Ficção

Filme de Kleber Mendonça Filho conquistou quatro estatuetas na cerimônia, enquanto o drama de Marianna Brennand levou cinco; 'Homem com H' foi o mais premiado, com seis

André Guerra

Publicado: 05/08/2026 às 12:40

Premiação ocorreu no Teatro Municipal do Rio de Janeiro na última terça (4)/Foto: Victor Jucá | 'Manas'/Divulgação

Premiação ocorreu no Teatro Municipal do Rio de Janeiro na última terça (4) (Foto: Victor Jucá | 'Manas'/Divulgação)

Pela primeira vez da história do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro (que até a sua 23ª edição, em 2023, era chamado de Grande Prêmio do Cinema Brasileiro), a aguardada estatueta de Melhor Longa de Ficção ficou com dois filmes: "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, e "Manas", de Marianna Brennand.

Líder de indicações (18), o filme pernambucano que representou o Brasil no Oscar em quatro categorias saiu da cerimônia, que ocorreu na última terça (4) no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com quatro vitórias — Melhor Filme, Melhor Direção de Fotografia, Direção de Arte e Efeitos Visuais.

Já "Manas", que estava com 11 indicações, levou os prêmios de Melhor Direção, Montagem, Roteiro Original e Atriz Coadjuvante (Dira Paes), além do prêmio principal, dividido com "O Agente Secreto".

A surpresa da noite foi a liderança em vitórias de "Homem com H". A cinebiografia de Ney Matogrosso, dirigida por Esmir Filho, conquistou as estatuetas de Melhor Ator (Jesuíta Barbosa), Melhor Filme pelo Voto Popular, Figurino, Maquiagem, Som e Trilha Sonora.

Dirigido pelo pernambucano Gabriel Mascaro, "O Último Azul" saiu com dois prêmios importantes da festa: Melhor Atriz (Denise Weinberg) e Melhor Ator Coadjuvante (Rodrigo Santoro). 

DEMAIS CATEGORIAS

Destacou-se ainda a vitória de "O Filho de Mil Homens", de Daniel Rezende, que levou o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado, enquanto "Apocalipse nos Trópicos", de Petra Costa, ficou com a estatueta de Melhor Documentário. 

"O Diário De Pilar Na Amazônia", de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put, foi o escolhido na categoria de Melhor Filme Infantil. Já "Velhos Bandidos", de Cláudio Torres, levou a maior em Melhor Longa de Comédia.

O elogiado curta "Amarela", de André Hayato Saito, ficou com o Grande Otelo de Melhor Curta-Metragem, enquanto "Sebastiana", de Pedro de Alencar, conquistou o troféu de Melhor Curta Documentário, e Kimberly Palermo levou a estatueta pelo filme "A Tragédia da Lobo-guará", na categoria de Curta de Animação.

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