Marco Nanini apresenta quatro sessões da peça "Fim de Partida" no Recife; ingressos estão à venda
Entre 23 e 26 de julho, Marco Nanini e Guilherme Weber apresentam a peça "Fim de Partida" no Teatro Luiz Mendonça, no Recife
Publicado: 01/07/2026 às 16:07
Marco Nanini e Guilherme Weber protagonizam a peça "Fim de Partida" (Fernando Young/Divulgação)
Os atores Marco Nanini e Guilherme Weber apresentam a peça “Fim de Partida” no Teatro Luiz Mendonça, no Recife, entre os dias 23 e 26 de julho, e os interessados já podem comprar os ingressos no site do local. A capital pernambucana receberá quatro sessões da montagem, que tem entradas entre R$ 75 (meia) e R$ 200 (inteira premium).
“Fim de Partida” foi escrita pelo dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989) nos anos 1950, sob o impacto da Segunda Guerra Mundial. Nesse cenário pós-apocalíptico, ele apresenta os personagens Hamm e Clov, símbolos de um mundo em ruínas físicas e emocionais. Mais de sete décadas depois, a peça ainda dialoga com o atual estado do mundo, o que motivou esta nova montagem.
Em cena, Hamm (Marco Nanini) e Clov (Guilherme Weber) possuem uma trágica dependência física e emocional, em um vínculo atravessado pela violência e pela crueldade cotidiana, em uma tragicomédia ácida e melancólica. Presos em um espaço claustrofóbico, ambos enfrentam uma realidade desprovida de sentido, marcada por repetições, jogos de poder e uma espera que nunca se resolve.
“Costumo dizer que Beckett fica orbitando a cabeça dos atores contemporâneos, pois oferece um imenso desafio com os múltiplos caminhos que a sua obra permite", explica Marco Nanini, que já pensava em encenar algum texto do autor irlandês quando aceitou de pronto a provocação de Guilherme Weber, responsável pela sugestão para atuarem juntos em "Fim de Partida".
Nanini e Weber já estiveram nas montagens célebres de “Os Solitários” (2002) e “A Morte do Caixeiro Viajante” (2004). Logo, reuniram Helena Ignez, nome icônico do cinema brasileiro, com quem Nanini contracenou no início da carreira, e Ary França, com quem dividiu o palco no premiado “O Burguês Ridículo” (1996).
Rodrigo Portella foi convidado para assumir a direção da peça e chega em um momento profissional marcado pela consagração de espetáculos recentes, como “Tom na Fazenda”, “Ficções”, “Um Ensaio sobre a Cegueira” (Grupo Galpão) e “Ray”. Ele divide o texto de "Fim de Partida" em três fluxos:
Serviço:
Peça “Fim de Partida”
Quando: 23, 24 e 25 de julho (quinta, sexta e sábado), às 20h
26 de julho (domingo), às 19h
Onde: Teatro Luiz Mendonça - Parque Dona Lindu (Av. Boa Viagem, s/n, no bairro de Boa Viagem)
Classificação indicativa: 16 anos
Ingressos:
Plateia Premium: R$ 200 (inteira) e R$ 100 (meia-entrada)
Plateia: R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia-entrada)
Vendas: www.teatroluizmendonca.byinti.com/#/event/fim-de-partida