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Grande vencedor do Festival de Gramado, 'Cinco Tipos de Medo' entra em cartaz

Rodado no Mato Grosso e com elenco encabeçado por Bárbara Coeln, Bella Campos e Xamã, 'Cinco Tipos de Medo' explora violência urbana de Cuiabá

André Guerra

Publicado: 12/04/2026 às 18:27

"O filme me pegou completamente de surpresa. Fiquei muito feliz com o resultado e já vimais duas vezes", diz Bárbara Colen (Divulgação)

Em uma trama ambientada em Cuiabá e cheia de núcleos intercalados, o thriller de ação “Cinco Tipos de Medo” mostra o jovem Murilo (vivido por João Vitor Silva) começando a se envolver com sua antiga enfermeira Marlene (Bella Campos), que, por sua vez, vive um relacionamento abusivo com o traficante Sapinho (Xamã), preso em uma operação policial liderada por Luciana (Bárbara Colen) e, na cadeia, auxiliado pelo advogado misterioso Ivan (Rui Ricardo Diaz).

Grande vencedor dos Kikitos de Melhor Filme, Roteiro, Ator Coadjuvante (Xamã) e Montagem no 53º Festival de Cinema de Gramado e agora em cartaz nos cinemas, “Cinco Tipos de Medo” foi concebido e dirigido por Bruno Bini a partir de seu curta-metragem “Três Tipos de Medo”, de 2016. A ideia do cineasta foi explorar em maiores camadas a violência urbana da região periférica do Jardim Novo Colorado.

“Eu adoro filmes que sabem explorar a relação entre o peso e a leveza. E acho que ‘Cinco Tipos de Medo’ faz isso muito bem. O resultado ficou bem diferente do que eu imaginava e me pegou muito de surpresa quando vi pela primeira vez. Já vi outras duas vezes e gosto muito do resultado”, afirma Bárbara Colen, conhecida por suas participações em “Aquarius” e “Bacurau”, em conversa com o Diario.

“Cinco Tipos de Medo” foi o filme mais aplaudido na competição de longas brasileiros do Festival de Gramado em 2025. Bruno Bini já havia feito o thriller de ficção científica “Loop”, com Bruno Gagliasso, e, neste filme, avança em sua ambição de produzir filmes de gênero com apelo de grande público.

Bárbara Colen destaca ainda como o filme reflete o estado de pavor da sociedade brasileira e mundial diante da iminência da violência. “Na época em que fiz ‘Bacurau’, as cenas violentas foram bastante debatidas, mas estavam muito em um lugar de resistência, de legítima defesa contra a agressão estrangeira. Neste caso aqui, é um estado de pavor que todos nós compartilhamos, diante de um momento delicado pelo qual o mundo está passando”, reflete a atriz mineira.

 

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