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Primeira edição do ‘Ressonância — Festival Internacional de Percussão’ toma conta de Olinda

Evento gratuito, ‘Ressonância — Festival Internacional de Percussão’ reúne Aguidavi do Jêje, Repercuti e Alibombo y los Sopladores em programação dedicada à diversidade da música percussiva

André Guerra

Publicado: 09/04/2026 às 06:00

 /Foto: Diego Bressani

(Foto: Diego Bressani)

Reunindo artistas do Brasil e do mundo em uma programação completamente voltada para a música percussiva, a primeira edição do Ressonância — Festival Internacional de Percussão do Brasil ocorre a partir de hoje e segue até este sábado, no Centro Histórico de Olinda. A programação, totalmente gratuita, leva ainda masterclasses nos dois primeiros dias, na Casa Estação da Luz, além de shows na Praça do Carmo, no sábado.

O candombe uruguaio de Lobo Núñez, a ousadia experimental de Alibombo e as matrizes afro-brasileiras contempladas em grupos como Aguidavi do Jejê fazem parte da programação de shows e demonstram a variedade estética proposta pelo evento, voltado para artistas que exploram a riqueza de possibilidades criativas da arte percussiva. “O Ressonância foi concebido para ocupar uma lacuna de eventos de percussão no Brasil. O festival propõe um encontro entre territórios e gerações, onde a percussão aparece tanto como prática musical quanto como expressão cultural”, atesta Antonio Gutierrez (Gutie), fundador e curador do festival.

A banda Cordel do Fogo Encantado se prepara ainda para fazer um show exclusivo, celebrando os 25 anos do seu primeiro álbum, que leva o nome do grupo e foi produzido por Naná Vasconcelos. A iniciativa vai reservar um espaço especial para a programação internacional latina, com a presença de Alibombo y Los Sopladores, projeto que vem se destacando pelo uso de objetos do cotidiano para a construção de sonoridades únicas e que se une a um sexteto de sopros formado por pernambucanos.

Entre as oficinas, Nêgo Henrique, integrante do Cordel, apresenta nesta quinta-feira “Batukeje — Ritmos do Candomblé”, trazendo fundamentos rítmicos e simbólicos das tradições afro-brasileiras. Também hoje, Lobo Núñez conduz a masterclass “Candombe: Folclore Afro-uruguaio”, que trata de aspectos históricos e culturais do seu trabalho. No dia 10, é hora da oficina “Percussão: Despertar Criativo”, em que o percussionista pernambucano Nino Alves discute a criação musical por meio do corpo e de objetos não convencionais.

Gestora e curadora do acervo de Naná Vasconcelos, Patrícia Vasconcelos oferece, para completar, um mergulho na obra e nas ideias do artista, revelando materiais inéditos na masterclass “Naná por Vasconcelos”.

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