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Sonegação

Operação cumpre 17 mandados contra rede de "empresas laranjas" de bebidas que sonegou mais de R$ 117 milhões

Ordens judiciais são cumpridas em Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro

Bartô Leonel

Publicado: 15/10/2026 às 12:26

Operação investiga uma rede de

Operação investiga uma rede de "empresas laranjas" com atuação nacional no ramo de bebidas (Foto: Divulgação/PCPE)

Uma operação que investiga uma rede de “empresas laranjas” com atuação nacional no setor de bebidas cumpriu, nesta quinta-feira (15), 17 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas suspeitas de integrar um esquema de fraude e sonegação fiscal. Segundo as investigações, o esquema teria causado prejuízos superiores a R$ 117 milhões aos cofres públicos.

As investigações da Operação “CZAR” começaram em agosto de 2024, com o objetivo de apurar a possível atuação de uma organização criminosa envolvida em crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro.

Durante as apurações, foram identificados indícios da utilização coordenada de diversas empresas do setor de comércio e distribuição de bebidas, inclusive estabelecidas em diferentes estados. Segundo as investigações, as operações teriam sido estruturadas para reduzir ou suprimir o recolhimento de tributos devidos em Pernambuco.

A apuração também identificou sucessivas alterações societárias, utilização de pessoas interpostas e intensa movimentação de recursos entre empresas e pessoas vinculadas à estrutura investigada. As circunstâncias levantaram a suspeita de ocultação e dissimulação da origem e da destinação dos valores movimentados.

Além dos mandados de busca e apreensão, foram cumpridas ordens judiciais de sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros, expedidas pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

As investigações foram conduzidas pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA), com assessoria da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel/PCPE) e do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD/PCPE).

Estiveram a frente os delegados da polícia civil Breno Varejão e Rayana de Caldas, da Delegacia de Crimes contra a Ordem Tributária (DECCOT).

A operação também contou com apoio da Diretoria de Operações Estratégicas da Secretaria da Fazenda de Pernambuco (DOE/SEFAZ-PE), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Pernambuco (GAECO/MPPE) e das Polícias Civis de São Paulo (PCSP) e do Rio de Janeiro (PCRJ).

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