Sinpol cobra correções nos Planos de Cargos e Salários durante ato em frente ao Palácio
Manifestação ocorreu nesta quarta-feira (23), em frente ao Palácio do Campo das Princesas
Publicado: 23/09/2026 às 12:54
A categoria deliberou por uma nova mobilização na próxima terça-feira (29) (Divulgação/Sinpol-PE)
O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) realizou, nesta quarta-feira (23), um protesto em frente ao Palácio do Campo das Princesas, no Centro do Recife. A categoria cobra que o Governo de Pernambuco realize correções nos Planos de Cargos e Salários (PCS).
Durante a mobilização, os manifestantes bloquearam o cruzamento da Ponte Santa Isabel com a Rua da Aurora. A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) foi acionada para orientar os motoristas a seguir pela Rua da Aurora.
Em uma das faixas utilizadas no ato, estava escrito: "Prometeu valorização e reestruturação; entregou um plano pior do que recebeu". Ao final do protesto, a categoria deliberou por uma nova mobilização em frente ao Palácio do Governo na próxima terça-feira (29).
Em nota, o Governo do Pernambuco, por meio da Secretaria de Administração (SAD), informou que, em 2024, realizou 12 reuniões exclusivas com o Sinpol e que, a partir desses encontros, o Poder Executivo Estadual e o sindicato firmaram acordo plurianual que estabeleceu recomposição salarial calculada de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estimado para o quadriênio de 2023 a 2026.
Nesse sentido, foi publicada a Lei Complementar nº 551/2024 que, segundo a SAD, é a materialização do acordo realizado entre o Governo do Estado e o Sinpol.
"Entre as medidas previstas na legislação, estão a criação da Parcela Complementar de Subsídio (PCS). Essa medida complementou a solução acordada para assegurar a recomposição salarial correspondente à estimativa de inflação para o período de 2023 a 2026, utilizada à época da negociação”, afirma.
Em relação aos questionamentos sobre o PCS, a Secretaria de Administração afirma que se reuniu com a Secretaria de Defesa Social (SDS) para examinar a aplicação da Lei Complementar nº 551/2024.
“A análise dos pedidos apresentados pelos servidores continua na SDS, com o apoio da SAD para esclarecer dúvidas e corrigir eventuais falhas na aplicação da legislação. Em virtude do período de defeso eleitoral, o Governo do Estado não pode tratar de novos acordos salariais devido às restrições do momento. O Poder Executivo Estadual reafirma sua disposição permanente para manter o diálogo franco, transparente e com respeito, e reforça o cumprimento do acordo firmado com a categoria”, finaliza a nota.