Professora denuncia instrutor por importunação sexual em academia no Recife
Mulher registrou ocorrência na Delegacia da Mulher após episódio ocorrido durante treino em maio
Publicado: 20/08/2026 às 22:58
Profissional teria abraçado e tocado aluna sem autorização antes de episódio mais grave, segundo denúncia (Foto: Reprdução/Instagram)
Uma professora de filosofia 36 anos denunciou um instrutor de academia por importunação sexual após, segundo o relato dela, ser alvo de comportamentos invasivos durante os treinos em um estabelecimento no bairro de Passarinho, na Zona Norte do Recife. A Polícia Civil de Pernambuco instaurou um inquérito para investigar o caso.
Aluna da academia há cerca de um ano, a mulher afirmou que o profissional costumava tocar suas costas e abraçá-la sem autorização. A situação se agravou em maio, quando o instrutor teria segurado a vítima pela cintura, simulado que iria colocá-la no chão, levantado a jovem e mordido seu ombro.
Após o episódio, ainda no mesmo dia, a professora comunicou o caso à proprietária da academia. Dois dias depois, a mulher prestou depoimento e registrou a ocorrência na Delegacia da Mulher do Recife, localizada no bairro de Santo Amaro.
Na terça-feira (19), cerca de três meses após o episódio, a professora reencontrou o instrutor trabalhando na academia. Ao questionar a proprietária sobre a presença dele, recebeu como justificativa que dois profissionais estavam afastados após acidentes e que havia necessidade de cobertura.
Em nota enviada ao Diario de Pernambuco, a academia afirmou que tomou conhecimento do caso em maio e adotou as providências cabíveis, “inclusive com o desligamento do profissional envolvido”. O estabelecimento também declarou que prestou assistência à aluna e disponibilizou às autoridades as imagens do circuito interno que registraram o episódio.
A academia, porém, apresentou uma ressalva sobre o retorno do instrutor. Segundo a instituição, ele não foi recontratado nem readmitido. O profissional teria sido chamado excepcionalmente para cobrir duas diárias, após o afastamento médico simultâneo de integrantes da equipe e diante de tentativas, sem sucesso, de encontrar substitutos.
Ainda conforme a academia, antes da cobertura temporária, o antigo funcionário informou à administração que não havia recebido notificação, intimação ou qualquer chamado de autoridade relacionado ao caso. A instituição afirmou também que, até aquele momento, não tinha conhecimento de novos desdobramentos formais da investigação.
A academia disse não compactuar com a conduta relatada e informou que permanece à disposição da vítima e das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com a investigação.
A Polícia Civil de Pernambuco apura as circunstâncias do caso.