Clientes e bancários protestam contra fechamento de agência do Bradesco em Casa Amarela
Manifestantes cobram a permanência da unidade, em funcionamento há mais de 50 anos no bairro de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife
Publicado: 24/07/2026 às 15:48
Moradores e trabalhadores protestam contra fechamento de agência do Bradesco em Casa Amarela (Foto: Rafael Vieira/DP)
Moradores, lideranças comunitárias, representantes do Sindicato dos Bancários de Pernambuco e trabalhadores realizaram, na manhã desta sexta-feira (24), um ato em frente à agência do Bradesco de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, para protestar contra o fechamento da unidade, que funciona no bairro há mais de 50 anos. Os manifestantes criticaram os impactos da medida para clientes, funcionários e para o comércio local.
Com o encerramento das atividades, os clientes de pessoa física serão transferidos para a agência da Encruzilhada, enquanto os correntistas de alta renda passarão a ser atendidos na unidade de Casa Forte.
Segundo os participantes do ato, a mudança deve aumentar a demanda nas agências de destino, além de dificultar o acesso aos serviços bancários presenciais para moradores, principalmente idosos, aposentados e pessoas com dificuldade de utilizar canais digitais.
Segundo o Sindicato dos Bancários, o encerramento das atividades faz parte do processo de reestruturação dos bancos, com redução das agências físicas e ampliação dos serviços digitais.
O diretor do sindicato e secretário de Assuntos Jurídicos do sindicato, Flávio Coelho, afirmou que a mudança prejudica principalmente idosos, aposentados e pessoas que dependem do atendimento presencial. “A nossa luta é por respeito e dignidade para essas pessoas, que pagam juros e tarifas e precisam de um atendimento humanizado”, disse.
Entre os clientes, a principal preocupação é o aumento da distância para acessar os serviços. Cliente da agência, o aposentado Severino dos Ramos, de 73 anos, afirmou que não utiliza aplicativos bancários e teme os transtornos com o fechamento.
“Vou ter que me deslocar para outra agência. Isso vai prejudicar muita gente, principalmente os aposentados que recebem por aqui”, relatou.
A bancária Luciana Cavalcanti, de 48 anos, disse que os funcionários foram informados inicialmente de que a unidade seria apenas reformada e, um dia depois da transferência para outras agências, receberam a notícia do fechamento definitivo. Segundo ela, a mudança também deve sobrecarregar as unidades que receberão os clientes e os trabalhadores.
As lideranças comunitárias afirmaram que pretendem manter a mobilização caso o banco não reveja a decisão. Para José Carlos Rodrigues de Lima, de 62 anos, o ato busca abrir um canal de diálogo com a instituição.
“Se não houver conversa, a mobilização vai continuar e tende a crescer, porque essa é uma luta de toda a comunidade”, afirmou.
Procurada pelo Diario, a assessoria do Bradesco não deu retorno até a publicação desta matéria.