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Ex-companheira de PM morto trocou taças ao suspeitar de tentativa de envenenamento, diz defesa

Advogado da ex-companheira de José Maria Alexandre da Silva Junior disse que a mulher está aguardando a conclusão das investigações

Nicolle Gomes

Publicado: 18/06/2026 às 19:15

De acordo com a mulher, o policial militar teria trocado as taças que continham energéticos para eles beberem e se desesperou ao perceber o equívoco/Foto: Reprodução

De acordo com a mulher, o policial militar teria trocado as taças que continham energéticos para eles beberem e se desesperou ao perceber o equívoco (Foto: Reprodução)

A ex-companheira do Cabo da PM, morto após passar mal no dia 11 de junho, trocou as taças por suspeitar que ele estaria tentando envenená-la. A afirmação é do advogado da mulher, Rafael Nunes.

O jurista contou ao Diario de Pernambuco, nesta quinta (18), que a cliente dele suspeitou que José Maria Alexandre da Silva Junior, de 39 anos, teria trocado as taças que continham energéticos para eles beberem e se “desesperou”.

Tudo teria acontecido por volta das 1h30 da madrugada, quando José chegou do trabalho e subiu para o apartamento da mulher, em um prédio em Boa Viagem, Zona Sul do Recife.

“Ele colocou o coturno na sala e pediu energético. Ela percebeu que as taças foram trocadas quando foi pegar o gelo. Ela tem um pontinho preto nas taças de uso dela, porque ela subloca os quartos do imóvel dela, e por isso percebeu. Ela arrumou um jeito de 'destrocar', pediu para ele colocar o coturno na varanda e assim foi feito”, comenta o advogado.

Segundo Nunes, o cabo da PM passou mal por volta das 13h e veio a falecer, mesmo com a tentativa de socorro feita pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Ele diz também que está aguardando as perícias.

“Estamos aguardando a conclusão das investigações. A perícia traz a causa da morte, também se teve ou não alguma substância, uma espécie de envenenamento, ou se for alguma outra coisa que, em contato com energético ou uma possível droga que ele tenha usado, algum tipo de choque. A morte pode ter sido natural”, comentou o advogado.

A ex-companheira de José Maria prestou esclarecimentos à Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife. O caso é investigado pela corporação como “morte a esclarecer”.

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