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RECUPERAÇÃO

Jovem atacada por tubarão no Recife consegue ficar de pé pela primeira vez

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a mãe de uma amiga de Marcela Vitória afirmou que ela conseguiu ficar de pé com a ajuda de uma muleta, duas semanas após tubarão-tigre arrancar a sua perna direita na Praia de Boa Viagem, no Recife

Bartô Leonel

Publicado: 18/06/2026 às 14:21

Marcela Vitória de Lima Santos está internada no HR/Foto: @drmikeandrade via Instagram

Marcela Vitória de Lima Santos está internada no HR (Foto: @drmikeandrade via Instagram)

A estudante de Direito Marcela Vitória de Lima Santos, que teve a perna direita decepada por um tubarão-tigre na Praia de Boa Viagem, no Recife, conseguiu ficar de pé pela primeira vez, com ajuda de uma muleta, duas semanas após o ocorrido.

A informação foi divulgada inicialmente por uma mãe de uma amiga da estudante e confirmada nesta quinta-feira (18) pelo Diario de Pernambuco com o primo de Marcela, Jonas André, que estava com a jovem na praia no dia do ataque do tubarão.

“Marcela vem se recuperando bem, na medida do possível. Ela tem sentido dores, que é algo normal. Toda vez que faz curativo, às vezes a perna tem espasmos e ela sente muita dor. Às vezes é necessário até tomar morfina”, contou a mãe da amiga de Marcela, Flávia Melo.

“Na segunda (15), ela conseguiu ficar em pé pela primeira vez, com a ajuda da fisioterapeuta e de uma muleta. Não conseguiu ficar por muito tempo, mas conseguiu”, destacou

Marcela Vitória foi atacada por um tubarão-tigre no dia 1º de junho, enquanto tomava banho de mar na altura da Padaria Boa Viagem.

Um dia antes, um menino de 11 anos também foi atacado por um tubarão cabeça-chata na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, e precisou passar por amputação da perna esquerda e por cirurgia na mão do mesmo lado.

Segundo Flávia Melo, que também é uma das responsáveis por coordenar a campanha de arrecadação virtual para ajudar a custear o tratamento e a recuperação da jovem após a alta hospitalar, a notícia de que Marcela conseguiu ficar de pé foi recebida com muita alegria por amigos e familiares.

“Cada vitória é comemorada com muita alegria e muito entusiasmo. Na medida do possível, ela tá se recuperando bem, mas eu quero fazer um apelo para a campanha. Vamos todos doar um real pra vaquinha de Marcela e pedir divulgação. Quanto mais pessoas doarem, a gente consegue chegar na meta”, ressaltou.

O primo de Marcela também comemorou o avanço na recuperação, mesmo sem ter previsão para alta do Hospital da Restauração (HR), localizado no bairro do Derby, na área central do Recife.

“Marcela está se recuperando bem, à medida do possível. Ela ainda não tem previsão de alta, mas com fé em Deus, ela vai ter alta o quanto antes para conseguir voltar para casa com sua família”, projetou Jonas André.

Ele também afirmou que Marcela ainda passará por outra cirurgia, procedimento que ainda não tem data marcada.

O menino de 11 anos

Com relação ao estado de saúde do menino de 11 anos, atacado por um tubarão cabeça-chata um dia antes de Marcela, na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, o avô afirmou que ele vem evoluindo bem, apesar do uso de antibióticos.

“Foi realizada uma cirurgia na mão esquerda, que no acidente havia quebrado alguns tendões, e fizeram a correção na cirurgia da perna. Ele está evoluindo bem, apesar de ainda inspirar cuidados quanto a infecção, pois ainda está usando antibióticos. No geral, ele está bem, mais animado e interagindo bem melhor com acompanhamento psicológico”, destacou o avô, Manoel Genésio.

Apesar do avanço na recuperação, Manoel Genésio informou que seu neto ainda não conseguiu ficar em pé.

Vaquinhas

O primo de Marcela também enfatizou a importância das doações para a campanha de arrecadação virtual feita pela família, que irá ajudar a custear o tratamento e a recuperação da jovem após a alta hospitalar.

Além disso, segundo Jonas André, os recursos da campanha irão ajudar a situação financeira dos familiares, já que a mãe de Marcela é responsável pelos cuidados da avó da jovem, que é acamada e necessita de assistência permanente. Além disso, a família vive de aluguel e afirma não ter condições de arcar sozinha com os custos gerados após o acidente.

Atualmente, os valores arrecadados na campanha já ultrapassam R$ 15 mil. A meta é arrecadar R$ 150 mil.

“Fizemos uma vaquinha para Marcela para conseguir ajudá-la na compra da prótese, que ela vai precisar quando sair do hospital. A mãe dela não trabalha, toma conta da avó de Marcela, que é acamada. Ela era uma ponte financeira importante na casa dela, pois ela fazia um ‘bico’ em uma pizzaria e ganhava R$ 800,00. Com esse valor, ela ajudava a mãe dentro de casa”, explicou Jonas André.

Com relação à campanha de arrecadação para o menino de 11 anos, a vaquinha ainda segue em aberto. Atualmente, já foram arrecadados mais de R$ 112 mil. A meta também é juntar R$ 150 mil.

Segundo a família, essa quantia será utilizada para a compra de curativos especiais, medicações complementares, fisioterapia e para pequenas reformas de acessibilidade na residência do menino.

 

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