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PATRIMÔNIO

Prédio do Liceu de Artes e Ofícios pode ser entregue antes do prazo previsto, diz a Unicap

Segundo a Unicap, instituição responsável pelas obras do prédio do Liceu, o prazo para entrega da requalificação, estipulado para outubro, pode ser antecipado; outro patrimônio histórico do estado, o Ginásio Pernambucano, também segue em reforma

Bartô Leonel

Publicado: 17/06/2026 às 13:14

Prédio em reforma do Liceu de Artes e Ofícios, no bairro de Santo Antônio, centro do Recife/MAURÍCIO FERRY/DP

Prédio em reforma do Liceu de Artes e Ofícios, no bairro de Santo Antônio, centro do Recife (MAURÍCIO FERRY/DP)

O prédio do Liceu de Artes e Ofícios, cuja reforma foi iniciada em meados de 2025, pode ser entregue antes do prazo estipulado, previsto para o mês de outubro.

A informação é da direção da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), instituição responsável pelas obras de requalificação do imóvel, localizado no bairro de Santo Antônio, no centro do Recife.

Outro patrimônio histórico do estado, o bicentenário Ginásio Pernambucano, também passa por reformas, que está na sua primeira fase de execução.

O Liceu

As obras no Liceu de Artes e Ofícios contemplam o restauro do prédio tombado e a reforma do edifício anexo.

Além dessas intervenções, que têm um investimento de cerca de R$ 23 milhões, estão sendo realizadas a modernização das instalações elétricas e hidrossanitárias e a adequação do prédio às normas de acessibilidade e segurança.

Além das reformas no prédio, o projeto prevê a implantação de uma Escola Técnica Estadual e de um centro de experimentação, voltado à formação de estudantes e professores, unindo educação, pesquisa, inovação e a preservação do patrimônio cultural.

O Ginásio

Já com relação ao Ginásio Pernambucano, as obras estão, segundo a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), na primeira etapa do projeto, que prevê à recuperação das esquadrias, revisão de telhado, restauração de fachadas, pisos, forros e cantarias e implantação do novo sistema de prevenção e combate a incêndio.

As obras da segunda etapa terão como foco a área de acessibilidade do edifício. Com relação a terceira fase das obras, ela será dedicada à climatização completa das salas de aula.

O projeto do Governo do Estado ainda prevê melhorias no salão nobre, no refeitório, na cozinha, nos espaços de convivência e no museu da escola, que abriga um acervo de mais de 350 peças, incluindo animais taxidermizados e objetos arqueológicos.

Durante a execução de todo o projeto, o governo estadual garante que não haverá prejuízos no calendário letivo dos estudantes.

História do Liceu de Artes e Ofício

Situado na Praça da República, no bairro de Santo Antônio, no centro do Recife, o edifício do Liceu de Artes e Ofício foi inaugurado em 1880 para abrigar a sede da Sociedade dos Artistas, Mecânicos e Liberais de Pernambuco.

A abertura do Liceu aconteceu durante o processo de industrialização do Recife, fazendo com que o edifício se tornasse uma das referências no processo de formação de mão de obra especializada na área de desenho, arquitetura e aritmética.

Em 1961, o prédio do Liceu, que é considerado um dos marcos arquitetônicos e educacionais do Centro do Recife, foi doado à Unicap.

História do Ginásio Pernambucano

Com 200 anos de existência, o Ginásio Pernambucano é considerado o colégio mais antigo em atividade do Brasil.

A instituição foi fundada no dia 1º de setembro de 1825, ainda no Brasil Império, pelo então presidente da província de Pernambuco, José Carlos Mayrinck da Silva Ferrão. Na época, a instituição recebeu o nome de Liceu Provincial.

O Ginásio funcionou no Convento do Carmo e também na Rua Gervásio Pires, quando recebeu a visita de Dom Pedro II, durante passagem pelo Recife. Em 1866, passou a ter sede própria, na Rua da Aurora, no bairro da Boa Vista, também na região central do Recife.

Entre os grande nomes que tiveram vínculos com a escola estão Ariano Suassuna, Clarice Lispector, Gilberto Freyre, Paulo Freire, o economista Celso Furtado, o ex-presidente da República Epitácio Pessoa, o ex-governador Agamenon Magalhães e o jornalista e o empresário Assis Chateaubriand.

Em 1984, o Ginásio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), sendo considerado até hoje uma das principais instituições de educação do estado.

A arquitetura do Ginásio Pernambucano tem influências neoclássicas, que podem ser vistas por meio da simetria da fachada, nas colunas e nos detalhes ornamentais.

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