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Especialistas dão dicas para o torcedor não cair em golpes na compra de produtos da Copa

Segundo autoridades ouvidas pelo Diario de Pernambuco, uma das formas mais comuns de cair em golpe na compra de produtos da Copa é acessar links de propagandas divulgadas em redes sociais

Diario de Pernambuco

Publicado: 08/06/2026 às 14:23

Álbum da Copa 2026: onde trocar figurinhas no Recife? Veja os principais pontos de encontro. 
/Foto: Arnaldo Carvalho/ Divulgação

Álbum da Copa 2026: onde trocar figurinhas no Recife? Veja os principais pontos de encontro. (Foto: Arnaldo Carvalho/ Divulgação)

Com a aproximação do início da Copa do Mundo de 2026, a procura por figurinhas e camisas de seleções, principalmente do Brasil, começa a aumentar consideravelmente, pois muitas pessoas já querem entrar no “clima do mundial”.

Porém, pessoas que forem comprar produtos da copa pela internet devem ficar atentas aos golpes que também começam a aumentar nessa época.

Segundo autoridades da área de segurança e de consumo ouvidas pelo Diario de Pernambuco nesta segunda-feira (08), um dos principais meios para realizar golpes na compra de camisas e de figurinhas são os links divulgados em propagandas nas redes sociais.

Conforme explicou o delegado de polícia e especialista em investigação de fraudes e crimes eletrônicos, Eronides Meneses, essas redes sociais, assim como alguns sites de busca do Google, não têm nenhum tipo de filtragem para saber se determinada oferta pode ser um golpe para o consumidor.

“O recomendado para a população é que os consumidores não cliquem em propagandas que são exibidas em redes sociais como Facebook, Instagram e, principalmente, marketplace, pois elas não têm praticamente nenhum filtro que possa identificar alguma tipo de atitude fraudulenta, assim como em alguns sites de busca do Google”, iniciou.

“Na maioria dos casos, principalmente no marketplace, as pessoas que querem praticar um golpe simplesmente pagam o anúncio e pedem para que ele seja direcionado para um público desejado, por meio de palavras-chave, local e idade. E isso faz com que os consumidores caiam no golpe, pois com o uso da IA, é possível fazer sites e anúncios muito bem elaborados”, explicou o delegado Eronides Meneses.

Outro alerta importante destacado pelo delegado é não acessar links de ofertas divulgados em grupos de Facebook e Whatsapp.

Vale destacar que, apesar desses golpes serem uma prática comum, existem poucos registros desse tipo de ocorrência, pois a maioria das vítimas não procuram as autoridades por conta do baixo valor das compras.

Pagamento por pix dificulta recuperação dos valores

Uma das dinâmicas dos golpistas observadas pelo delegado Eronides Meneses é a questão da facilidade de despistar os valores das compras feitas via Pix, forma de pagamento mais comum nesses golpes e até mesmo exigida de forma exclusiva pelos vendedores.

“Eu já percebi que muitas das compras que eram feitas por meio do cartão de crédito, atualmente estão sendo feitas pelo Pix, pois o pagamento é instantâneo. Nesse tipo de pagamento, o dinheiro gira de forma mais rápida, dificultando até mesmo o processo de recuperação da quantia paga, mesmo com o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED)”, ressaltou Eronides Meneses.

Isso acontece porque, segundo o delegado, os golpistas sacam rapidamente os valores pagos ou direcionam para outras contas, pulverizando e dificultando a localização dos rastros das transações

Recomendações

Caso você deseje realizar uma compra de camisas e figurinhas em sites pela internet, o Procon-PE orienta que os consumidores priorizem sempre canais e lojas oficiais, evitando compras em estabelecimentos não autorizados ou em locais que ofereçam vantagens excessivas e preços incompatíveis com os praticados pelo mercado.

No caso das figurinhas, o preço de referência dos pacotinhos é de R$ 7 por unidade. Diante disso, ofertas muito abaixo desse valor podem indicar a comercialização de produtos falsificados.

Da mesma forma acontece com as camisas da seleção, que também existem diversas cópias no mercado, motivo pelo qual a recomendação é que a compra seja realizada exclusivamente nos canais oficiais da CBF ou em lojas especializadas e autorizadas.

Com relação a notificações de falsificações, o Procon-PE informou que, há cerca de 10 dias, o órgão recebeu uma demanda relacionada à comercialização de figurinhas e camisas da Seleção Brasileira.

No entanto, segundo o órgão, a identificação de possíveis irregularidades exige uma análise técnica específica, já que é necessário verificar aspectos como a qualidade da impressão, a presença de rasuras e a origem dos produtos.

“Esse tipo de avaliação demanda perícia especializada para aferir a autenticidade dos itens”, destacou o Procon-PE.

Com isso, até o momento, o Procon-PE não recebeu registros formais relacionados a esse tipo de prática.

“Caso seja constatada a comercialização de produtos falsificados, a situação pode configurar crime, passando a ser de competência dos órgãos policiais. O papel do Procon é atuar na esfera administrativa e na orientação dos consumidores”, finalizou a nota do Procon-PE.

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