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TUBARÃO

"Vai dar tudo certo", diz jovem mordida por tubarão em Boa Viagem

Marcela Vitória está internada no Hospital da Restauração e apareceu pela primeira vez desde o ocorrido em um vídeo gravado pelo médico que fez os primeirso socorros ainda na praia

Adelmo Lucena

Publicado: 03/06/2026 às 15:55

Médico Mike Andrade e a vítima de ataque de tubarão Marcela Santos/Reprodução de vídeo

Médico Mike Andrade e a vítima de ataque de tubarão Marcela Santos (Reprodução de vídeo)

A jovem Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, vítima de uma mordida de tubarão na praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, reencontrou nesta quarta-feira (3) o médico Mike Andrade, responsável pelos primeiros socorros prestados logo após o incidente. Eles se reencontraram na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Restauração (HR), onde a paciente segue internada.

O reencontro foi marcado pelo agradecimento da jovem ao profissional que atuou nos momentos decisivos após o ataque. Em vídeo divulgado pelo médico nas redes sociais, Marcela aparece consciente e otimista durante a recuperação. “Oi, gente, estou bem. Vai dar tudo certo, seguindo minha vida”, afirmou a jovem.

Natural de Uberlândia, em Minas Gerais, Mike estava passeando pela praia quando presenciou o ataque ocorrido na tarde da última segunda-feira (1º). Ao chegar ao local, ele ajudou a controlar a hemorragia provocada pela mordida do animal, apontado pelo Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) como um tubarão-tigre de aproximadamente três metros de comprimento.

Segundo Mike Andrade, a rapidez no atendimento foi fundamental para aumentar as chances de sobrevivência da paciente. Ele relembrou os instantes que sucederam o ataque e destacou a mobilização das pessoas que estavam na praia.

“Eu olhei, observei e vi o que estava acontecendo lá na água. O pessoal e o primo dela foram os que correram e entraram na água imediatamente. Eu cheguei logo em seguida e comecei a fazer a compressão”, contou.

O médico explicou que, diante de ferimentos graves provocados por ataques de tubarão, o controle do sangramento é a prioridade nos primeiros minutos. “A priori, o importante é interromper o sangramento, impedir que os vasos continuem jogando sangue para fora, porque é isso que leva ao óbito inicialmente. Mas, em segunda instância, há a questão da infecção bacteriana. Então, mantive o membro erguido para não encostar na areia, não encostar na água e permanecer sempre limpo”, detalhou.

Marcela foi retirada do mar sem a perna direita e recebeu os primeiros atendimentos ainda na faixa de areia. Após a estabilização inicial, foi levada para o Hospital Alfa, em Boa Viagem, e posteriormente transferida para o Hospital da Restauração, referência estadual em trauma de alta complexidade.

Além da jovem, o menino de 11 anos mordido por um tubarão cabeça-chata segue internado na unidade. O caso aconteceu no domingo (31).

De acordo com boletim médico divulgado nesta quarta-feira (3), tanto Marcela quanto a criança estão conscientes, respiram sem auxílio de aparelhos, apresentam estabilidade clínica e seguem sob acompanhamento contínuo de uma equipe multiprofissional.

Os dois casos ocorreram em um intervalo de pouco mais de 24 horas e chamaram a atenção devido ao curto intervalo. Ao todo, o estado contabiliza 184 ocorrências envolvendo tubarões.

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