No Recife, movimento por moradia pede garantia pública para construção de novos habitacionais
Ofício em nome dos movimentos populares foi entregue à Câmara Municipal dos Vereadores do Recife
Publicado: 02/06/2026 às 14:55
Movimento que pede a ampliação de recursos para moradia popular no país também acontece em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte nesta terça-feira (2) (Foto: Divulgação)
Integrantes de movimentos de luta por moradia realizam, nesta terça-feira (2), uma mobilização, no Recife, para chamar a atenção das autoridades municipais e estaduais para a ampliação dos recursos federais destinados ao Minha Casa Minha Vida.
Segundo as entidades, o objetivo do ato nacional, que também acontece simultaneamente em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, é enfrentar o déficit habitacional com a construção de moradias populares.
Ao Diario, o representante nacional do Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM-PE) Paulo André informou que, durante o ato, um ofício em nome dos movimentos populares foi entregue à Câmara Municipal dos Vereadores do Recife e, em seguida, seguiu para a Superintendência de Administração do Ministério da Fazenda (SAMF), no bairro do Recife.
A principal reivindicação dos movimentos é o aumento da meta para a seleção do programa Minha Casa Minha Vida Entidades (no ciclo 2025/2026) para 98 mil unidades habitacionais. Segundo o documento, apesar de aumentar a meta inicialmente prevista, o governo federal promete selecionar apenas 35 mil unidades, cerca de 35% do total enquadrado no Brasil.
“O governo federal prometeu a construção de 3 milhões de casas, mas esse número não atinge o topo do déficit, as famílias de baixa renda, que representam 80% do déficit habitacional. Queremos que haja uma audiência com o atual ministro da fazenda, com representantes da Casa Civil, Secretaria Geral da República e o Ministério das Cidades para discutir a ampliação de 35 mil para, no mínimo, 60 mil unidades”, asseverou Paulo André.
Segundo o representante do MNLM, o projeto de ampliação dos recursos está na Caixa Econômica Federal, mas não há garantia de contratação. Ainda de acordo com Paulo André, os movimentos presentes no ato representam 15 mil famílias que dependem da construção de habitacionais populares, principalmente em áreas de riscos de deslizamento de barreiras em cidades da Região Metropolitana do Recife, como Olinda, Paulista e Igarassu.
“O poder público só age depois das tragédias, depois das mortes. O nosso povo não pode continuar morrendo”, reforça. No país, o objetivo principal dos movimentos é fazer com que os projetos para a construção de sejam tratados como prioridade nacional pelo governo federal.
Participaram da mobilização movimentos populares de luta pela moradia como o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Movimento de Luta pelo Teto (MLT), Movimento Urbana Sem Teto (MUST), filiado à Central dos Movimentos Populares (CMP) e a Organização e Luta dos Movimentos Populares de Pernambuco (OLMP).