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Quiosques inaugurados há cinco meses sofrem vandalismo e depredação no Centro do Recife

Equipamentos fazem parte do complexo de cultura, lazer e esportes da Vila do Papel, em São José, no Centro do Recife. Diario constatou a depredação e furto de partes dos quioques

Nicolle Gomes

Publicado: 20/05/2026 às 20:57

Quiosques foram danificados e furtados/Foto: Marina Torres/DP Foto

Quiosques foram danificados e furtados (Foto: Marina Torres/DP Foto)

Inaugurados há cinco meses, três quiosques do complexo de cultura, lazer e esportes da Vila do Papel, no bairro de São José, no Centro do Recife, já foram alvos de vandalismo. Os equipamentos foram depredados e furtados e, por isso, ficaram sem condições de uso.

Todos os três espaços próximos à Rua Imperial – entregues no fim de novembro de 2025 – tiveram as portas de alumínio saqueadas, balcões e tetos quebrados e a parte da fiação elétrica levada. Dentro de um deles, a equipe de reportagem do Diario de Pernambuco flagrou um patinete elétrico abandonado.

Esses espaços, segundo a Prefeitura do Recife, servem para uso de comerciantes da Vila do Papel, mas, diante da situação atual, não podem ser utilizados. Conforme a gestão, um chamamento público está aberto para selecionar os trabalhadores que ficarão nos quiosques – após a seleção, os equipamentos serão reparados e entregues.

O Diario conversou com a população. O gestor Adelson Pereira, de 47 anos, é morador da Vila do Papel há 18 anos e comentou o caso. “Aconteceu justamente na madrugada, quando não tinha ninguém vendo, sem câmeras. Furtaram a primeira vez e em sequência continuaram, todas as madrugadas, a levar. Foram levando os materiais dos quiosques”, disse.

Adelson também pontuou que o espaço ainda não conta com câmeras, como, segundo ele, teria sido prometido à população. Para ele, a falta de monitoramento facilitou a ação criminosa.

“Infelizmente houve essa ocorrência, esse ato de vandalismo nos quiosque, inaugurados recentemente, mas já houve isso. Vandalizaram, levaram fiação, portas de alumínio, a caixa d'água também. Também teve os brinquedos que danificados por questão de uso inadequado da por parte das crianças”, lamentou.

Ainda de acordo com Adelson, logo quando o espaço foi inaugurado, a Guarda Municipal do Recife esteve presente com uma certa frequência, o que ajudava a inibir os atos de vandalismo. “Mas nunca mais o pessoal da guarda apareceu”, acrescentou.

Ele destacou, ainda, a importância da consciência da população.

“[O equipamento] Traz benefícios à comunidade, mas precisa de cuidados e zelo, tanto da população como da prefeitura. Era um desejo antigo, uma luta de muitos anos. Queremos preservá-lo. Pedimos à população, principalmente moradores e pessoal do entorno, que nos ajudem a manter esse equipamento”, adicionou.

 

O que diz a prefeitura

Procurada pelo Diario de Pernambuco, a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) lamentou o episódio e repudiou ações de vandalismo e furto em equipamentos públicos da cidade.

A gestão destacou, ainda, que esses atos “causam prejuízos significativos para a administração e para a população”.

Um problema recorrente

O caso no COMVIDA da Vila do Papel não é isolado. Outros espaços de convivência da cidade também são alvos constantes de vandalismo, depredação e furto. Cerca de R$ 2,4 milhões são gastos por ano para o reparo de monumentos, pontes e edificações públicas que sofreram ações de pichação e vandalismo, segundo a prefeitura.

Há menos de um ano, em junho de 2025, moradores do Alto José Bonifácio, na Zona Norte do Recife, denunciaram que a Academia da Cidade do bairro, um aparelho municipal para prática de musculação, foi palco de atos de vandalismo e desordem.

A população que utiliza os aparelhos se deparou com os maquinários rasgados e danificados dois dias após a véspera de São João, no dia 25 de junho.

O Diario pediu à Prefeitura do Recife dados relativos a quantidade de casos de vandalismo, depredação e furto em equipamentos municipais registrados em 2025 e neste ano. A gestão informou não dispor das informações exatas. Por isso, o recorte foi solicitado via Lei de Acesso à Informação (LAI). A equipe de reportagem aguarda o retorno.

Prejuízo

Ainda de acordo com a prefeitura, o valor seria suficiente para construir uma Upinha ou requalificar quatro unidades de saúde da família; construir uma nova creche ou escola dentro do atual padrão de qualidade; requalificar 24 escadarias com corrimão ou implantar cerca de 1.700 pontos de iluminação em LED.

“Para denúncias e sugestões, a Emlurb disponibiliza à população a Central de Atendimento 156”, finalizou a nota municipal.

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