Tribunal do Júri absolve homem acusado de matar companheira com descarga elétrica em Carpina
Réu estava preso preventivamente desde 2024 e teve alvará de soltura expedido após decisão do Conselho de Sentença
Publicado: 13/05/2026 às 19:39
TJPE, no Recife (Foto: TJPE)
O Tribunal do Júri da Comarca de Carpina, na Zona da Mata Norte, absolveu na terça-feira (12) Milton Nazário Coutinho, acusado de matar a companheira, Ivonete Maria da Silva, utilizando uma armadilha elétrica improvisada na zona rural do município.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o crime teria acontecido no dia 5 de fevereiro de 2024, no Sítio Três Paus, na zona rural de Carpina. Conforme as investigações, Milton Nazário teria energizado trilhos metálicos ligados a uma extensão elétrica improvisada e enrolado o material em uma peça de roupa.
De acordo com os autos, Ivonete Maria da Silva teria tocado no objeto e sofrido uma descarga elétrica fatal, morrendo ainda no local.
O Ministério Público sustentou durante o julgamento que o acusado agiu com intenção de matar e utilizou meio cruel, além de recurso que dificultou a defesa da vítima. A perícia apontou alterações nos fios de cobre da extensão elétrica, indicando modificações para aumentar a condução de energia na estrutura montada.
Durante a sessão do júri, a defesa apresentou tese de negativa de autoria e pediu, de forma subsidiária, o afastamento das qualificadoras atribuídas ao réu.
Após votação secreta, o Conselho de Sentença decidiu, por maioria dos votos, absolver Milton Nazário da acusação de homicídio contra a companheira.
O acusado estava preso preventivamente desde a época do caso, após ter sido autuado em flagrante e passar por audiência de custódia. Conforme documento encaminhado pela Vara Criminal da Comarca de Carpina ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), foi expedido alvará de soltura em favor de Milton Nazário Coutinho após a decisão do júri.
O julgamento ocorreu no Fórum Dr. José Gonçalves Guerra e foi presidido pelo juiz Rafael Costa Vasconcelos Santos. A acusação foi conduzida pelo promotor Vinícius Araújo.