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JUSTIÇA

Advogada que arrastou oficial de Justiça com carro vai para prisão domiciliar em Caruaru

Decisão da Justiça de Pernambuco substituiu prisão preventiva após defesa alegar ausência de condições adequadas para cumprimento da detenção em unidade prisional

Adelmo Lucena

Publicado: 07/05/2026 às 19:20

Advogada que arrastou oficial de Justiça em Caruaru foi presa/Foto: Reprodução

Advogada que arrastou oficial de Justiça em Caruaru foi presa (Foto: Reprodução)

A Justiça de Pernambuco determinou, nesta quinta-feira (7), que a advogada Fernanda Ferreira de Souza passe a cumprir prisão domiciliar enquanto seguem as investigações sobre o caso em que um oficial de justiça foi arrastado sobre o capô de um carro, em Caruaru, no Agreste. A medida substitui a prisão preventiva decretada anteriormente.

Fernanda é investigada pelos crimes de tentativa de homicídio, desobediência e direção perigosa. O episódio aconteceu no dia 28 de abril, no bairro Salgado, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão do veículo da advogada.

A decisão que concedeu a prisão domiciliar ocorreu após pedido da defesa, que argumentou que a unidade prisional indicada para o cumprimento da prisão não possuía estrutura compatível com as prerrogativas previstas na Lei Federal nº 8.906/1994 do Estatuto da OAB.

Na terça-feira (5), a Justiça havia convertido a prisão temporária da advogada em preventiva e determinado sua transferência para o Presídio de Buíque, também no Agreste. A previsão era que ela permanecesse em Sala de Estado-Maior, espaço reservado por lei para advogados presos preventivamente.

Com a nova determinação judicial, Fernanda ficará em prisão domiciliar na residência dela, em Caruaru, sob monitoramento eletrônico. A decisão também impõe restrições, como a proibição de manter contato com vítimas e testemunhas e a obrigação de comparecer aos atos processuais quando convocada.

O caso é acompanhado pela OAB Caruaru desde a prisão da advogada, realizada no dia 30 de abril. Após ser detida, Fernanda chegou a ser internada em um hospital particular da cidade.

O crime

O caso aconteceu quando um oficial de justiça e um fiel depositário estavam no bairro Salgado para cumprir a ordem de busca e apreensão do veículo quando a investigada tentou deixar o local.

O oficial apresentou o mandado judicial à advogada, que teria informado que faria uma ligação telefônica antes de entrar no carro e arrancar com o veículo. Na movimentação, o fiel depositário teria sido atingido e precisou se segurar no capô enquanto o automóvel seguia em movimento.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o automóvel conduzido por ela deixa o local sendo seguido por uma viatura policial.

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