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Camponeses ocupam sede do Incra no Recife por retomada de processo de aquisição de terras

Camponeses de 19 comunidades ocupam sede do Incra no Recife, exigindo aquisição de quatro terras; compromisso foi assumido pela autarquia em 2023

Marília Parente

Publicado: 13/04/2026 às 13:03

Camponeses ocupam sede do Incra, no Recife/Reprodução/Instagram

Camponeses ocupam sede do Incra, no Recife (Reprodução/Instagram)

Na manhã desta segunda-feira (13), cerca de 350 camponeses de 19 comunidades ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Recife. Os trabalhadores pedem retomada do processo de aquisição de quatro terras em Pernambuco, compromisso assumido pela autarquia em 2023.

De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Pernambuco, que auxilia os camponeses, as famílias envolvidas na mobilização são oriundas da Zona da Mata, Agreste e Sertão do Estado. Elas enfrentam conflitos por terra e lutam para permanecer nos locais onde vivem e produzem.

"Atualmente, essas comunidades estão ameaçadas de expulsão e expostas a situações recorrentes de violência, em um cenário de disputa e de apropriação de terras pelo agronegócio no estado", diz nota da CPT.

Durante a elaboração de seu plano de atuação, o Incra definiu como prioridade para aquisição as áreas das comunidades de Padre Tiago, em Moreno, Gongo e São Bento, em Itambé, além das terras da Usina Frei Caneca, no município de Jaqueira. Em todas elas, vivem centenas de famílias posseiras.

Segundo a CPT, até o momento, nenhuma dessas terras foi efetivamente adquirida, "o que mantém as famílias em situação de insegurança, violência e vulneráveis à possibilidades de despejo e expulsão. As comunidades cobram a retomada e a finalização de cada um dos processos junto ao Incra". Além disso, há um conjunto de reivindicações apresentadas por famílias já assentadas da reforma agrária, que demandam melhorias de infraestrutura, liberação de créditos e políticas de fomento para os assentamentos.

A pastoral informou ainda que as comunidades esperam ser recebidas ainda hoje pelo superintendente do Incra, Givaldo Cavalcante e pelo presidente Nacional do órgão, César Fernando Aldrighi. As famílias reivindicam a realização de uma audiência para tratar da situação de cada comunidade, com a perspectiva de construção de encaminhamentos concretos.

"Caso não haja avanços, as famílias pretendem permanecer no local até que haja respostas efetivas", conclui a CPT.

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